Fragmentos

Nana Vasconcelos

Fragmentos gathers soundtracks composed by Naná Vasconcelos for movies, documentaries and ballet. Much known abroad, Naná has been chosen seven times the world’s best percussionist. This album presents special guests Egberto Gismonti and Cyro Batista.

 

Tracks

1- Vento Chamando Vento 4:13
2- Mundo Verde 5:54
3- Sertão das Memórias I. Sertão das Memórias II. 4 Cavaleiros do Apocalipse III. Aboios IV. Xaxado V. Batalha do Nego Santo VI. Morte do Nego Santo 8:59
4- Forró do Antero 3:14
5- Vozes 3:51
6- Vamos pra Selva 4:54
7- Marimbariboba 2:49
8- Caminho dos Pigmeus 5:01
9- Gorée 3:45

Musicians

Nana Vasconcelos

Pernambucano nascido no Recife em 1945, Naná Vasconcelos começou a tocar aos doze anos com seu pai, numa bandinha marcial do Recife. Dotado de uma curiosidade intensa – característica que o permitiu ir da música do compositor erudito brasileiro Villa-Lobos ao roqueiro americano Jimi Hendrix , aprendeu a tocar praticamente todos os instrumentos de percussão. Nos anos 60, especializou-se em berimbau, instrumento que utiliza de forma muito pessoal. Depois, Naná Vasconcelos mudou-se para o Rio de Janeiro e começou a trabalhar com Milton Nascimento. Em 1970, aceitou o convite para integrar o grupo do saxofonista argentino Gato Barbieri, excursionando pelos Estados Unidos e Europa. Em seguida, Naná fixou residência em Paris, onde morou cinco anos e gravou o seu primeiro álbum, “Africadeus” (71). Naná Vasconcelos voltou ao Brasil para gravar seu segundo disco, “Amazonas” (72) e começou uma bem-sucedida parceria de oito anos e três discos com Egberto Gismonti (”Dança das Cabeças”, “Sol do Meio Dia” e “Duas Vozes”). De volta a Nova York, formou o grupo Codona, com Don Cherri e Colin Walcott. Naná gravou com artistas das mais variadas tendências, do bluesman B.B. King ao violonista francês Jean Luc Ponty, passando pelo grupo de rock Talking Heads e o guitarrista Pat Metheny. Depois de dez anos no exterior, ele voltou ao Brasil pela primeira vez em 1986, quando retomou contato com a cultura brasileira, através da direção artística do festival baiano Panorama Percussivo Mundial (Percpan), do Projeto ABC das Artes Flor do Mangue (com crianças carentes) e da participação em álbuns de Caetano Veloso, Milton Nascimento, Marisa Monte, Orquestra Popular de Câmara e Maestro Gil Jardim (CD “Soprador de Vidro”). A discografia de Naná inclui “Saudades”, concerto de berimbau e orquestra; “Bush Dance” e “Rain Dance”, experiências com instrumentos eletrônicos;”Contando Estórias” e “Contaminação”. O músico – eleito por sete vezes o melhor percussionista do mundo pela revista americana Down Beat – traz na bagagem mais de quinze trilhas sonoras para cinema, entre elas as produções americanas “Procura-se Susan Desesperadamente” (de Susan Seidelnan, com Madonna e Rosana Arquete, 1985), “Down By Law” (Jim Jarmush) e “Amazonas”(direção de Mika Kaurismak). Atualmente compondo para outros dois trabalhos – “Othello” (deShakespeare, encenada pelo Hamburg Ballet, da Alemanha, com direção de Janet Muller) e o espetáculo de dança francês “A Sagração da Primavera”, Naná Vasconcelos concluiu, recentemente, a trilha para o espetáculo de dança “Você me Faz Sorrir”, dirigido pela francesa Marianne Isson, em cartaz em Recife.

 

Technique

Produção executiva: Benjamim Taubkin
Assistente de produção: Andrea Costa
Arranjos e adaptação (Aboios e Marimbariboba): Naná Vasconcelos
Produzido por: Prince Vasconcelos du Bois

Projeto gráfico: Artur Lescher
Fotografias: Mônica Vendramini
Lançado pelo Núcleo Contemporâneo em julho de 2001.