Fragmentos

Nana Vasconcelos

Fragmentos reúne trilhas sonoras compostas pelo percussionista Naná Vasconcelos para filmes, documentários e balés. O CD inédito no Brasil, que traz a participação especial de Egberto Gismonti e tem o selo Núcleo Contemporâneo, foi gravado em Paris em 1998 e editado na Europa, Japão e Estados Unidos.
Há 26 anos morando nos Estados Unidos, o músico – eleito por sete vezes o melhor percussionista do mundo pela revista americana Down Beat – traz na bagagem mais de 15 trilhas sonoras para cinema, entre elas as produções americanas “Procura-se Susan Desesperadamente” (de Susan Seidelnan, com Madonna e Rosana Arquete, 1985), “Down By Law” (Jim Jarmush) e “Amazonas” (direção de Mika Kaurismak).

 

Músicas

1- Vento Chamando Vento 4:13
2- Mundo Verde 5:54
3- Sertão das Memórias I. Sertão das Memórias II. 4 Cavaleiros do Apocalipse III. Aboios IV. Xaxado V. Batalha do Nego Santo VI. Morte do Nego Santo 8:59
4- Forró do Antero 3:14
5- Vozes 3:51
6- Vamos pra Selva 4:54
7- Marimbariboba 2:49
8- Caminho dos Pigmeus 5:01
9- Gorée 3:45

Músico

Nana Vasconcelos

Pernambucano nascido no Recife em 1945, Naná Vasconcelos começou a tocar aos doze anos com seu pai, numa bandinha marcial do Recife. Dotado de uma curiosidade intensa – característica que o permitiu ir da música do compositor erudito brasileiro Villa-Lobos ao roqueiro americano Jimi Hendrix , aprendeu a tocar praticamente todos os instrumentos de percussão. Nos anos 60, especializou-se em berimbau, instrumento que utiliza de forma muito pessoal. Depois, Naná Vasconcelos mudou-se para o Rio de Janeiro e começou a trabalhar com Milton Nascimento. Em 1970, aceitou o convite para integrar o grupo do saxofonista argentino Gato Barbieri, excursionando pelos Estados Unidos e Europa. Em seguida, Naná fixou residência em Paris, onde morou cinco anos e gravou o seu primeiro álbum, “Africadeus” (71). Naná Vasconcelos voltou ao Brasil para gravar seu segundo disco, “Amazonas” (72) e começou uma bem-sucedida parceria de oito anos e três discos com Egberto Gismonti (”Dança das Cabeças”, “Sol do Meio Dia” e “Duas Vozes”). De volta a Nova York, formou o grupo Codona, com Don Cherri e Colin Walcott. Naná gravou com artistas das mais variadas tendências, do bluesman B.B. King ao violonista francês Jean Luc Ponty, passando pelo grupo de rock Talking Heads e o guitarrista Pat Metheny. Depois de dez anos no exterior, ele voltou ao Brasil pela primeira vez em 1986, quando retomou contato com a cultura brasileira, através da direção artística do festival baiano Panorama Percussivo Mundial (Percpan), do Projeto ABC das Artes Flor do Mangue (com crianças carentes) e da participação em álbuns de Caetano Veloso, Milton Nascimento, Marisa Monte, Orquestra Popular de Câmara e Maestro Gil Jardim (CD “Soprador de Vidro”). A discografia de Naná inclui “Saudades”, concerto de berimbau e orquestra; “Bush Dance” e “Rain Dance”, experiências com instrumentos eletrônicos;”Contando Estórias” e “Contaminação”. O músico – eleito por sete vezes o melhor percussionista do mundo pela revista americana Down Beat – traz na bagagem mais de quinze trilhas sonoras para cinema, entre elas as produções americanas “Procura-se Susan Desesperadamente” (de Susan Seidelnan, com Madonna e Rosana Arquete, 1985), “Down By Law” (Jim Jarmush) e “Amazonas”(direção de Mika Kaurismak). Atualmente compondo para outros dois trabalhos – “Othello” (deShakespeare, encenada pelo Hamburg Ballet, da Alemanha, com direção de Janet Muller) e o espetáculo de dança francês “A Sagração da Primavera”, Naná Vasconcelos concluiu, recentemente, a trilha para o espetáculo de dança “Você me Faz Sorrir”, dirigido pela francesa Marianne Isson, em cartaz em Recife.

 

Ficha Técnica

Produção executiva: Benjamim Taubkin
Assistente de produção: Andrea Costa
Arranjos e adaptação (Aboios e Marimbariboba): Naná Vasconcelos
Produzido por: Prince Vasconcelos du Bois

Projeto gráfico: Artur Lescher
Fotografias: Mônica Vendramini
Lançado pelo Núcleo Contemporâneo em julho de 2001.