Gigante Negão

Arrigo Barnabé
Setembro de 1990, Palace, São Paulo. Arrigo Barnabé apresenta a pseudo-ópera Gigante Negão, uma superprodução com participação de Itamar Assumpção, Mário Manga, Mané Silveira, Azael Rodrigues, Ana Amélia, Cláudio Faria, Dino Vicente, Tuca Fernandes, Mário Campos, Paulo Braga e Roney Stella. Novembro de 1997, Parque da Aclimação, São Paulo. O operador de som Marcelo Salvador reencontra Arrigo e revela possuir em seu arquivo de mais de 500 gravações, o registro ao vivo do célebre concerto. Apesar de gravado em uma fita cassete, o som tem boa qualidade. A documentação em CD entusiasma a produtora e gravadora Núcleo Contemporâneo, de Benjamim Taubkin, Mané Silveira e Teco Cardoso. Um dos fundadores da vanguarda paulista, Arrigo Barnabé fez-se notar na cena musical pela sua fusão da música popular urbana com a música erudita moderna e contemporânea. Seu nome está ligado ao movimento de produções independentes da vanguarda paulista. Assim, é especial o encontro de Arrigo Barnabé com os criadores do Núcleo Contemporâneo, que também aparece no cenário musical como um movimento do ponto de vista dos músicos. Através de 15 músicas, Gigante Negão conta a história da revolta de Lúcifer no paraíso, que se sentiu ameaçado com a criação do Homem. Injeta, então, veneno no arcanjo, que se rebela, contaminado pelos argumentos de Lúcifer na primeira luta. A trama segue misturando a idéia da vinda de um Messias com pesquisas de clonagem e o mundo no século 23, dominado pelas corporações publicitárias. Para montar a história, Arrigo Barnabé buscou referências em fontes diversas, de Goethe a James Joyce. Produção executiva de Arrigo Barnabé e Núcleo Contemporâneo.
Prêmio Sharp 99 – Melhor Arranjador
Ficha Técnica
Músicos que participam: Ana Amélia Duarte, Azael Rodrigues, Cláudio Faria, Dino Vicente, Tuca Fernandes, Itamar Assumpção, Mané Silveira, Mário Campos, Mário Manga, Paulo Braga, Roney Stella.
Gravado ao vivo em fita cassete em uma única tomada por Hamilton Mika Griecco e Marcelo Salvador na cidade de São Paulo, em setembro de 1990.
Produção executiva: Arrigo Barnabé e Núcleo Contemporâneo.


