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	<title>Núcleo Contemporâneo &#187; Artigos</title>
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		<title>O CD e os independentes (Dezembro de 2007)</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 12:59:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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Esta é uma série de  textos &#8211; idéias,  diários de bordo, que venho escrevendo desde o fim de 2007.
O desejo é o de compartilhar algumas vivências, pensamentos sobre o universo da música, produção independente, autonomia e também  sobre a vida..
O CD e os independentes (Dezembro de 2007)
Pois estes dias me caiu uma ficha&#8230; Então é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-299" title="quadrados" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/01/quadrados.gif" alt="" width="499" height="202" /></p>
<p>Esta é uma série de  textos &#8211; idéias,  diários de bordo, que venho escrevendo desde o fim de 2007.<br />
O desejo é o de compartilhar algumas vivências, pensamentos sobre o universo da música, produção independente, autonomia e também  sobre a vida..</p>
<p><strong>O CD e os independentes (Dezembro de 2007)</strong></p>
<p>Pois estes dias me caiu uma ficha&#8230; Então é uma reflexão sobre questões ligadas a pirataria, download e o fim do CD. Existem ambas &#8211; pirataria e download.  E elas são bem sucedidas, apesar de todas as tentativas em contrário.</p>
<p>E, creio eu, um dos principais motivos deste exito é que o produto comercial é feito para  durar pouco. Quanto dura um sucesso destes &#8211; bem comerciais? E a idéia é que rapidamente se crie outro, outro e outro, e vá se jogando fora&#8230;</p>
<p>Assim, cá entre nós, quase que subliminarmente  e creio involuntariamente, se estimulou o comprador a buscar uma alternativa mais razoável. Se vai durar pouco, por que pagar tanto? Por que pagar 30, 40 reais, se é para durar três meses? Ou se é porquê apenas a música que tocou no rádio, presta&#8230; e o resto do CD apenas ocupa espaço&#8230;</p>
<p><span id="more-302"></span></p>
<p>Já não é o que acontece com a maioria dos produtos &#8211; ao menos de produção criativa independente, ou não &#8211; imagino  eu&#8230;</p>
<p>Quando produzimos um CD-temos o desejo de que  ele seja perene. Possa ser parte da construção da cultura de nosso país ou do planeta.</p>
<p>Nossa música não é feita para durar pouco. Não vamos nos matar para ver quem vende mais. Raramente há uma música de sucesso . O todo &#8211; o álbum inteiro &#8211; é um sucesso, ou não.<br />
Até pela não massificação &#8211; não faz sentido piratear a maior parte de nosso catálogo &#8211; pois ele é imenso e por  vender pouco, não gerará ganhos  significativos ao pirata.</p>
<p>Nosso interesse é outro. Nossa vocação é outro. Nosso motivos são outros.  Muitos de nós estamos nisto e não vamos sair. Não vamos fabricar games, geladeiras, Vamos  continuar fazendo música. Nem que se venda de porta em porta. Pois não sabemos e não  queremos fazer outra coisa.</p>
<p>O nosso negócio não  tem nada a ver com o deles. São outros números. É outro jogo.  Varias iniciativas desta indústria foram nocivas para a nossa sobrevivência -  a própria idéia do produto  acima de tudo, todas as estratégias de difusão, (jabá &#8211; nem se fala)&#8230;</p>
<p>Creio que durante muitos anos houveram bons profissionais nesta indústria. Mas , talvez a partir dos anos 80- caramba! só  a visão dos comerciantes- só estratégias tontas. Uma radicalização do medíocre. Creio que cada um aqui vai ter sua estórias em relação a esta indústria. E imagino que para uma boa- umas dez estranhas.</p>
<p>Assim &#8211; creio que este é um momento em que seria importante nos diferenciarmos da grande indústria &#8211; inclusive publicamente. Pois estamos sofrendo um imenso prejuízo- que não tem nada a ver com o que fazemos. Não lucramos e agora poderemos ser vítimas de todo este prejuízo&#8230; Ainda temos,  alguns de nós,  e ainda que eventualmente, o espírito de aventura,  cooperação, troca, apoio.</p>
<p>Pois bem &#8211; o que sempre nos pareceu uma desvantagem- vender pouco, não ser conhecido da grande indústria &#8211; pode se tornar agora uma vantagem. Não somos tão atraentes para o pirata. A estrutura do nosso projeto é  uma que inibe ou desestimula a pirataria &#8211; pois não é massiva. O download pode ajudar a difusão &#8211; já que não toca na rádio&#8230;</p>
<p>Qual é a média de venda de cada CD nosso? Qual o objetivo ideal- 10 mil para alguns, 20 mil para outros. E talvez 100 mil para outros. Mas mesmo &#8211; imaginando um disco do Chico Buarque- não sei quantos o compraram pirata&#8230;A Olivia ou a Joana (Biscoito Fino) saberão melhor&#8230; E creio que uma  postura diferenciada da grande indústria nos faria bem.  Pois corremos o risco de a sociedade- com esta campanha de que o CD morreu, passe a achar que não deve comprar. E se sentir  tola ao comprar algo que todos dizem, está morrendo. Pois parece que vivemos uma campanha&#8230; E as materias a respeito quase não trazem a visão de um selo pequeno, de um projeto autônomo brasileiro.</p>
<p>Curiosamente quando a internet começou decretaram o fim dos jornais e revistas. Que estão indo muito bem. Claro &#8211; pois eles não irão anunciar diariamente a própria morte.  E cada veículo encontrou o seu espaço. Ambos estão co-existindo &#8211; a mídia impressa e a internet &#8211; com seus desenvolvimentos.</p>
<p>Como isto funciona?</p>
<p>Falou-se na Carta Capital (matéria o CD já era) sobre a perenidade do CD. Mas não fica claro os diferentes conteúdos. Parece que tudo é uma coisa só. Me desculpem &#8211; mas não é. Para se salvar -ou muito menos que isto- a grande indústria pode queimar estoques valiosos &#8211; Elis, Tom o que for, a preço de refrigerante, como mencionado na reportagem. E desvalorizar, como produto, todo o nosso acervo&#8230;</p>
<p>Não creio que algum de nós faria isto&#8230;</p>
<p>Por outro lado.</p>
<p>Não temos tido nenhum contato com lojistas &#8211; como uma associação- não fazemos encontros- não discutimos com eles possíveis estratégias e acordos. A associação dos independentes na França abriu em parceria com o governo local- 50 lojas em todo o país apenas para produtos independentes.</p>
<p>Estão felizes, segundo o cara que eu conheço da Pygamaleon Records as vendas cresceram.</p>
<p>Não usamos os recursos do Sebrae para formar profissionais do setor. Não temos um canal de contato com público, Honestamente acho que deveríamos fazer campanhas &#8211; quase de esclarecimento público- acerca do nosso trabalho. Que dizem a uma ação clara em relação a toda a sociedade- o que é que fazemos. Não estamos organizando seminários internos para discutir aspectos de produção, difusão, comercialização. Até educação. Não temos estratégia de rádio. Não temos um discurso claro sobre todas estas questões. Da importância desta ação para a cultura.</p>
<p>Por que um independente é diferente?</p>
<p>Creio que se ficarmos no morno &#8211; naquele toma lá dá cá, não iremos a lugar nenhum.</p>
<p>Bom esta é uma reflexão que eu gostaria de compartilhar com todos.</p>
<p><a href="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/01/quadrados.gif"><br />
</a></p>
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		<title>Na manhã do último dia&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 00:44:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Encontro Latino-americano]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8230; a mesa de debates entre produtores e músicos latino-americanos centrou-se na definição de uma rede de trabalho que, num primeiro momento, focasse seus esforços na troca de informações recompiladas para gerar iniciativas pessoais, juntando projetos com interesses afins.
Para isso será necessário a pré-seleção de um produtor que com duas ou três sugestões possa desenhar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="Nenhuma"></a><img class="alignnone size-full wp-image-277" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2008/12/foto-geral.jpg" alt="" width="500" height="401" />&#8230; a mesa de debates entre produtores e músicos latino-americanos centrou-se na definição de uma rede de trabalho que, num primeiro momento, focasse seus esforços na troca de informações recompiladas para gerar iniciativas pessoais, juntando projetos com interesses afins.<span id="more-271"></span></p>
<p>Para isso será necessário a pré-seleção de um produtor que com duas ou três sugestões possa desenhar o momento musical do seu país.</p>
<p>&#8220;A experiência das chamadas associações que agrupam músicos e/ou produtores serviu mais que nada para privilegiar seus participantes, para prestigiar o momento (&#8230;), as redes viravam um clube de grupos, sem maior função representativa&#8221;, comenta Benjamin Taubkin sobre as experiências em que a ausência de compartilhamento torna a informação propriedade de poucos.</p>
<p>Nesse sentido, a partir do trabalho começado no encontro, se propiciarão vias de interação entre os diversos atores do mercado cultural na região, que estimulem, numa primeira fase, assentar o trabalho em rede.</p>
<p> </p>
<p><strong>Aquarela peruana</strong></p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-274" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2008/12/ultimo-dia-1-300x252.jpg" alt="" width="300" height="252" />Pepita García-Miró produtora peruana, levou à mesa de discussões uma aquarela de sons que atravessaram a linha do tempo, desde as culturas pré-colombianas até as experimentações sonoras contemporâneas.</p>
<p>Assim, ouvimos amostras musicais como Icaros (utilizados até hoje nas cerimônias de Ayahuasca), Q&#8217;arawis, os quais utilizam principalmente pututus (caracolas), quenas, zampoñas o sikus, tambores ou tinyas, huacos silbadores (espécie de ocarinas) e trompetes de metal e cerâmica. São músicas que conservaram-se até hoje, sobretudo nas regiões aymaras e as tribos da amazônia peruana.</p>
<p>Também conhecemos os &#8220;danzantes de tijeras&#8221; (dançarinos de tesouras, literalmente), originários do movimento Taki Unquy que, no sec. XVI, procurava um retorno aos primórdios da cultura andina. Foi, de certa forma, um movimento de resistência cultural antes que um gênero musical.</p>
<p>Conhecemos também o huayno, a música andina mais tradicional e antiga, que nas suas melodias pentatônicas conserva grande parte da sua estrutura instrumental (violinos, harpa, saxofones, as vezes violões e geralmente uma voz feminina)</p>
<p>Depois vieram as danças de origem africana, no sec. XVIII, tais como o Lando, o Lundero, o Panalivio, o Agüaenieve, o Payandé e o Festejo. Já nessa época, os batuques em tambores de couro chegaram a ser proibidos por edito da igreja católica, que via com maus olhos as festas populares dos negros. Este, provavelmente, foi o pretexto pelo qual o cajón (feito tudo de madeira) chegou a conceber-se.</p>
<p>No folclore da costa, no séc. XIX e princípios do XX os bailes de salão vinham ganhando espaço: a valsa e a polka foram as músicas emblemáticas dos imigrantes e descendentes de espanhóis assentados na costa, especificamente em Lima.</p>
<p><strong>Híbridos</strong></p>
<p>Na amazônia peruana, a cumbia colombiana influiu ao ponto de originar um outro estilo chamado de música tropical. Nomes como Juaneco y su grupo, surgem na cena nacional.</p>
<p>A chamada música chicha também se influencia da cumbia colombiana, do huayno e dos ritmos folclóricos da amazônia. Logo viria uma outra modalidade chamada Tecnocumbia que também beberia das vertentes acima mencionadas.</p>
<p>Atualmente, a música contemporânea no Peru esta representada nos trabalhos de músicos como Jean Pierre Magnet, Susana Baca (ganhadora do Grammy), Manongo Mujica, Daniel Kiri Escobar, José Luis Madueño, entre outros.</p>
<p><strong>Sonares Comuns</strong></p>
<p>A vez da Bolívia trouxe ao músico Álvaro Montenegro, e sua mais recente produção chamada Tinku: La Senda, pesquisa feita no interior de uma comunidade aymara-quechua, no departamento de Oruro, ao sul do pais.</p>
<p>Na produção, Montenegro expus seu interesse pela vertente tradicional, recopilando os cantos de trabalho da comunidade de Qaqachaka, convertindo a gravação num documento de importância etnomusicológica.</p>
<p>Este  não é um disco que registra a música qaqachaka. No mais, é um registro das viagens dos eternos pastores sirineros qaqachakas. Tampouco é um disco que possa ser rotulado como &#8220;world music&#8221;. É sobre tudo um encontro de dos estéticas musicais que se mostram uma a outra com admiração e respeito&#8221;, comenta.</p>
<p>E o diálogo pode notar-se nas faixas que, uma tras outra, confundem a khonkhota com a guitarra, o pinkillu com o saxofone, tudo combinado com o canto tradicional da cantora Elvira Espejo.</p>
<p><strong>Agito em Bogotá</strong></p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-276" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2008/12/ultimo-dia-3-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" />Finalmente, Andrés Benavides, artista e produtor da Colômbia, nos explicou um pouco do peculiar dinamismo que esse país vem atravessando no circuito musical.</p>
<p>Assim, conhecemos o trabalho do colectivo La Distritofónica, criado em 2004, com o fim de gerar uma plataforma de apoio à música independente em Bogotá.</p>
<p>No seu site, ela não só difunde os trabalhos sonoros de uma variedade de músicos, mas serve como ponto integrador de iniciativas no campo da produção musical.</p>
<p>Em relação aos trabalhos atuais das bandas, vale ressaltar que eles apresentam uma grande variedade de misturas com forte influência de músicas e danças tradicionais. A linguagem musical é fortemente experimental e, do princípio ao final nem chega perto com o que Colômbia vende na mídia massiva (Shakira, Juanes, por exemplo).</p>
<p>Muitos elementos tradicionais que vão desde referências indígenas até influências das Caraíbas (especialmente de Trinidad e Tobago, Cuba e Jamaica) formam o universo atual e palpitante da música nesse país.</p>
<p>O melhor é como os grupos lutam por atingir um espaço próprio no cenário local e internacional. Seguindo os passos de bandas jovens como Curupira, e tradicionais como Hugo Candelario ou Totó la Momposina,  a fusão de instrumentos e linguagens joga um papel característico. Asdrubal,  Primero Mi Tia, Ricardo Gallo Quarteto, e Eblis Álvares (conhecido também como Meridian Brothers) são só alguns nomes que medem a temperatura do circuito alternativo.</p>
<p> </p>
<p><strong>Levando o som à sério</strong></p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-275" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2008/12/ultimo-dia-2-257x300.jpg" alt="" width="257" height="300" />Uma experiência que deve ser levada em conta como exemplo para outros países, sem dúvida, é o chamado Gran Concierto Nacional, que reuniu aproximadamente 500 prefeituras de todo o país num só evento paralelo. A troca de informações não só acontece entre os músicos, mas também entre os povos: o repertório desse dia deve, pelo menos, considerar diversos temas representativos da cidade que sedia e dois temas de outras zonas do país.</p>
<p>Neste ano, o encontro aconteceu no dia 20 de Julho e convidou a grandes figuras, jovens intérpretes, bandas do interior, conjuntos folclóricos, especialmente aqueles vinculados numa proposta governamental denominada Plan Nacional de Música para la Convivencia (PNMC) onde a música faz parte de uma política pública de integração e pacificação.</p>
<p>Muito além do Pasillo, o Bambuco, a Cumbia ou o Vallenato, basta dar um breve, curto passeio na Internet, digitando palavras-chave como &#8220;música + colombia&#8221; para perceber que nas suas 6 regiões (Costa Caribe, Costa Pacífica, Andina, de Los Llanos, Amazónica e Insular) o cardápio musical é farto e convida a conhecê-lo.</p>
<p><strong>O novo rosto de Cuba</strong></p>
<p>Brevemente, Johannes Abreu, produtor do selo Colibrí, que atualmente vem difundindo o melhor da jovem guarda instrumental, mencionou que na ilha vem se trabalhando muito as linguagens híbridas entre o tradicional e o jazz (como mostrou Alejandro Vargas Quarteto). Cada vez são mais os jovens que começam a produzir o novo rosto musical da Cuba de hoje.</p>
<p>Parte dessa canteiro se mostra no já conhecido encontro JoJazz Festival, que todos os anos desde 1998 vem apresentando músicos internacionais entre os 16 e 30 anos nas categorias composição e interpretação.</p>
<p>Abreu também comentou que, atualmente, diversos coletivos artísticos vêm dedicando muita atenção aos cubanos que ficaram desamparados devido à onda de furacões que assolou essa região do Caribe.</p>
<p><strong>Noite</strong></p>
<p>Fechou o circuito de apresentações o coletivo <a href="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/projetos/america-contemporanea/" target="_self">América Contemporânea</a>, os quais apresentaram os temas do seu CD América Contemporânea &#8211; Um outro centro. Novamente, juntaram-se no palco Benjamin Taubkin (Brasil) no piano, a cantora Lucia Pullido (Colômbia), o saxofonista e flautista Alvaro Montenegro (Bolívia), os violonistas Fernando Tarrés (Argentina) e Álvaro Paiva (Venezuela), o percussionista Luis Solar (Peru), José Sapopemba (Brasil) na voz e percussão, o percussionista Ari Colares (Brasil) e o contrabaixista Christian Galvez (Chile).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-273" title="america-contemporanea-4" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2008/12/america-contemporanea-4.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Nomes a procurar (Peru): La Sarita, Frágil, Eva Ayllón, Dina Páucar, Miky Gonzáles, Nova Lima, Jean Pierre Magnet, Susana Baca, Manongo Mujica, Daniel Kiri Escobar, José Luis Madueño, Andrés Prado, Raúl García Zárate, Manuelcha Prado.</p>
<p>Nomes a procurar (Bolivia): Los K&#8217;jarkas, Luzmila Carpio, Emma Junaro, Ernesto Cavour, Edgar &#8216;Yayo&#8217; Jofré, Álvaro Montenegro, Manuel Monroy Chazarreta.</p>
<p>Nomes a procurar (Colômbia): Los Gaiteros de San Jacinto, Liliana Montes, Choc Quib Town, Lucía Pulido, Asdrubal, Aterciopelados, Totó la Momposina, Mario Galeano Toro, Ricardo Gallo, Victor Gama.</p>
<p>Nomes a procurar (Cuba): JoJazz, Alejandro Vargas, Ernesto Camilo Vega Pérez, Jorge Reyes, Orlando Sanchez, Bobby Carcasses, Yasek Manzano, Joaquín Betancourt, Juan Ceruto.</p>
<p><strong>Links</strong>:</p>
<p><a href="http://resistenciabolivia.blogspot.com" target="_blank">Resistenciabolivia</a> : primeiro portal sobre rock alternativo direto da Bolívia. Muito do postado é conteúdo independente.</p>
<p><a href="http://www.delosandes.com" target="_blank">De los Andes</a>: base de dados com um respeitável acervo discográfico principalmente de música tradicional boliviana.</p>
<p><a href="http://atomods.com/musica/home.html" target="_blank">Cartografia de practicas musicales</a>: Site na web com informação bem compilada sobre as práticas musicais na Colômbia.</p>
<p>Sitio oficial do <a href="http://gcn.mincultura.gov.co/" target="_blank">Gran Concierto Nacional</a></p>
<p><a href="http://www.ladistritofonica.com/" target="_blank">La Distritofonica</a>: ponto de encontro virtual do referido colectivo.</p>
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		</item>
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		<title>No terceiro dia, a Costa Rica chegou&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 23:15:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#8230; na mesa de debates pela voz de Daniel Aisemberg. Começou falando sobre o Calipso nesse país e sua relação com a música de Nova Orleans, Jamaica e das Antilhas. Um dos instrumentos típicos dessa vertente é o Quijombo (espécie de bacia de lavar roupas atravessada por uma corda tencionada, tocando-se como um contrabaixo). Para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-268" title="primeiro-dia-foto-web3" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2008/12/primeiro-dia-foto-web3-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" />&#8230; na mesa de debates pela voz de Daniel Aisemberg. Começou falando sobre o Calipso nesse país e sua relação com a música de Nova Orleans, Jamaica e das Antilhas. Um dos instrumentos típicos dessa vertente é o Quijombo (espécie de bacia de lavar roupas atravessada por uma corda tencionada, tocando-se como um contrabaixo). Para esse estilo há zonas muito bem definidas na geografia desse país, tal como a província de Limón. Ouvimos também a dança chamada &#8220;punto guanacasteco&#8221;, ao som da marimba e com fortes influências africanas na sua marcação, constantemente interrompido pelas chamadas bombas (estrofes que ressaltam a beleza feminina).</p>
<p><span id="more-262"></span>Há também nomes como Max Goldemberg, Ray Tico, e a banda Malpais, que atualmente possuem grande repercussão entre a população jovem que assiste aos seus concertos.</p>
<p>Um cantor surgido na conversa foi o nicaraguense Perrozompopo, com grande influência rock, pop e uma temática social muito presente em suas letras.</p>
<p>Manuel Obregón, pianista costarriquenho, também foi mencionado. Ele originou a chamada Orquestra de la Papaya, que integra, num só palco, músicos e ritmos de Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Panamá e Costa Rica.</p>
<p>Um destaque especial foi a chamada Orquestra do Rio Infinito, que reuniu músicos da América toda (sim, da ponta norte até a Patagônia) com nomes como Aquiles Baez, Lucia Pulido, Álvaro Montenegro, Leon Gieco, Siba, entre outros.</p>
<p><strong>Entre o candombe e a murga</strong></p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-269" title="terceiro-dia-foto-web1" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2008/12/terceiro-dia-foto-web1-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" />A segunda parte da fala esteve a cargo de Mauricio Ubal (Uruguai),  coordenador do selo Ayuí/Tacuabé e detentor do maior acervo de música uruguaia na atualidade (aproximadamente uns 400 títulos de diversos gêneros).</p>
<p>No seu panorama, Ubal comentou que, no marco da miscigenação, o país possui uma escassa influência indígena. Praticamente europeizada, conserva expressões culturais provenientes dos quilombos, da população africana e seus descendentes. Foi através deles que o candombe (no Brasil escreve-se candomblé) se fez conhecer e passou a ser a expressão com maior dinamismo e representatividade no país.</p>
<p>Assimilado de maneira surpreendente e com amplia repercussão no calendário cultural uruguaio, o candombe que referia-se geralmente às danças praticadas pelos negros, mas com o tempo passou a designar o ritmo musical.</p>
<p>No passar dos anos, passou a influenciar-se de ritmos ocidentais, vindos da península ibérica, chegando a encontrar-se com o tango, substituindo o batuque dos tambores em conversas de violão, sem perder a reminiscência africana.</p>
<p>Ubal também falou dos numerosos ritmos de salão que atualmente existem, os quais logo passaram ao terreno do popular, como o caso da chamarrita, semelhante à milonga argentina e conhecida no Brasil como chimarrita.</p>
<p>Assim, chegamos à murga, ritmo tradicionalmente vinculado ao carnaval montevideano, que mistura procedências espanholas (lembrando as chamadas chirigotas, espécie de corais que passeiam pelas ruas cantando estrofes humorísticas) e africanas (que no caso refere-se especificamente ao candombe).</p>
<p>Nos seus cantos nasalisados e gritalhões, as comparsas de murga levam tipicamente o trio de bombo, platillo e redoblante. A competição é um fator muito importante pelo qual ainda subsiste, gerando muito repertório temático e grande aceitação no público jovem.</p>
<p><strong>Canto popular</strong></p>
<p>Outro capítulo abordado foi a importância do formato canção. Comparado com Brasil ou Argentina, a música instrumental nesse país não precisamente goza de muita aceitação, enquanto a canção adquiriu marcada personalidade contestaria. Entre seus maiores expoentes temos nomes como Zitarrosa, Daniel Viglieti e Eduardo Mateos.</p>
<p>Existe hoje um ressurgimento do rock no Uruguai. Bandas como La Vela Puerca, No Te Va a Gustar, La Trampa e Buitres, têm ampla repercussão internacional com turnês constantes em palcos europeus e norte-americanos. Também temos fusões musicais entre linguagens como o hip hop e o candombe, em bandas como Contra Las Cuerdas.</p>
<p>Fechou esta penúltima jornada de trabalho o grupo Alejandro Vargas Quarteto, de Cuba, apresentando a sua mas recente produção, Trapiche, produzido pelo selo Colibrí, de Havana. Os mesmos, encendiaram o palco com interpretações no estilo free jazz sem esquecer, no final, o toque cubano sobre um tema tradicional.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-270" title="alejandro-vargas-quarteto" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2008/12/alejandro-vargas-quarteto.jpg" alt="" width="499" height="252" /></p>
<p>Nomes a procurar (Costa Rica): Orquestra do Rio Infinito, Ray Tico, Walter Ferguson, Malpais, Orquesta de la Papaya, Manuel Obregón.</p>
<p>Nomes a procurar (Uruguay): Eduardo Mateos, Alfredo Zitarrosa, Anibal Sampayo, Alberto Wolf, Carlos Casacuberta, Daniel Viglieti, Cuarteto De Nos, No Te Va A Gustar, Contra Las Cuerdas, Martín Buscaglia, Pepe Guerra, Cuarteto Rica Cosa, Fernando Cabrera, Leon Masliah, Hugo Fattorusso, Jorge Lazaroff.</p>
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		<title>O segundo dia foi a vez do&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 12:21:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230; argentino Fernando Tarrés começar, encarando logo a questão do tango na atualidade. &#8220;Atualmente não tem muita novidade em relação ao tango (&#8230;). Em geral é uma música muito arraigada à tradição&#8221;, comenta. Também falou que tal gênero converteu-se numa espécie de armadilha, um lugar comum à espera de todo músico argentino, um arma de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-263" title="segundo-dia-foto-web1" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2008/11/segundo-dia-foto-web1-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" />&#8230; argentino Fernando Tarrés começar, encarando logo a questão do tango na atualidade. &#8220;Atualmente não tem muita novidade em relação ao tango (&#8230;). Em geral é uma música muito arraigada à tradição&#8221;, comenta. Também falou que tal gênero converteu-se numa espécie de armadilha, um lugar comum à espera de todo músico argentino, um arma de cano duplo. &#8220;Com Piazzolla tivemos uma revolução muito importante, só que de alguma maneira ele é um buraco negro onde muitos ficam presos (&#8230;) me faz lembrar a música de Hermeto Pascoal, por exemplo&#8221;.<span id="more-258"></span></p>
<p>Segundo ele, a carreira de muitos artistas que tentaram continuar a herança de Piazzolla não conseguiram ser mais que repetições mal-feitas e muitos tiveram que retroceder. O tango eletrônico também aparece como uma opção válida, mas não interessante. </p>
<p>Complementa ainda que existe um espaço intermediário entre o tango, vinculado normalmente à vida urbana, e o folclore do interior, vinculado mais ao campo. Nesse espaço é que se ouve músicas mais vivas, espontâneas e inusitadas. É um tipo de experiência diferente – ainda que num estado primogênito &#8211; entre a música clássica contemporânea e a world music, que depois de experimentar muitas etapas, conseguem uma linguagem mais espontânea, flexível, natural e orgânica, não artificial.</p>
<p>Nomes como Juan Quintero, Edgardo Cardozo, Carlos Aguirre encarnam esse novo fenômeno, com um novo manejo da linguagem musical, muita naturalidade, harmonias sofisticadas não somente do jazz, mas partindo de sua concepção tonal.</p>
<p><strong>Entendendo a Argentina</strong></p>
<p>Para Tarrés, Argentina, como o resto dos países Latino-americanos, é um país singularmente complexo, e aquela conhecida soberba dos argentinos no fundo pode ocultar uma insegurança maior. &#8220;Tem algo interessante e a estes músicos (Quintero, Cardozo e Aguirre) não lhes interessam saber se soam como música da Argentina, ou seja, não possui aquela obviedade caricaturesca e sim um fluir despreocupado, sem preconceitos&#8221;, assinala.</p>
<p>Aliás, nas temáticas, letras e músicas, longe de se preocupar com um tipo de invasão territorial de sons estrangeiros (algumas misturas lembram claramente ritmos brasileiros, por exemplo) existe uma grande permeabilidade, sem medo de ter que ser um som local. &#8220;Os fantasmas da tradição são tão monstruosos que não deixam livres os jovens (&#8230;) hoje cada argentino já se apropriou de um pedaço musical dos outros países (&#8230;) Eu tenho mais discos do Hermeto (Pascoal) e do Egberto (Gismonti) que do Atahualpa Yupanqui, por exemplo&#8221;, afirma.</p>
<p>A idéia remarcada pelo produtor foi que uma música que defende determinada estética não resulta saudável. Os músicos deveriam estar alheios às discussões conceituais e não deveriam se preocupar com seu &#8220;dever&#8221; sócio-cultural de seguir uma tradição. &#8220;Não se deve carregar de responsabilidades nacionais os músicos (&#8230;), qualquer um deveria chegar com o que se veste e se mostrar assim&#8221;, conclui.</p>
<p><strong>O lastro do Mariachi</strong></p>
<p>Logo foi a vez de René Roquet, do México. Ele, traçando uma restrospectiva sócio-política que ajudou a entender o universo das atuais manifestações culturais desse país, falou também das dificuldades de sair do esquema preconcebido que, dentro e fora de México, a figura do mariachi significa para uma riqueza cultural diversificada e mista como a mexicana.<img class="alignright size-medium wp-image-264" title="segundo-dia-foto-web2" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2008/11/segundo-dia-foto-web2-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></p>
<p>&#8220;Saindo da época da Revolução Mexicana, tinha-se que construir uma identidade. Eis aí que surge a figura do Mariachi, como o México provinciano que o cinema nacional, na metade do séc. XX, refletiu com toda clareza. Nessa época existia uma política de divulgação do país muito clara&#8221;, explica Roquet.</p>
<p>Posteriormente, a música e a iconografia emblemática do mariachi tornou-se um lastro. Cunhou-se a gíria &#8220;naco&#8221; para tudo aquilo que é popular ou refere-se ao indígena, com uma carga negativa muito parecida ao brega no Brasil. Depois, movimentos urbanos deram a volta e elevaram todo o &#8220;naco&#8221; à categoria de cultura &#8220;chida&#8221; (algo como a expressão em inglês &#8220;cool&#8221;) onde aqueles elementos negados anteriormente foram desvirtuados e recolocados. Nomes de bandas como Botellita de Jerez, e San Pascualito Rey são alguns exemplos.</p>
<p>Na música do norte, o legado do mariachi comercializou-se tanto que empobreceu-se. Ela subsiste e se mantém só, com selos que a gravam e palcos que a apresentam constantemente. Nesse cenário surge a figura de Eugenia León, figura de esquerda que acredita no força subversiva do folclore. &#8220;Tem grupos que querem revalorizar a música mexicana e demonstrar que a sentem de seu jeito (&#8230;) só que isso não parece encaixar-se estritamente no conceito de &#8220;world music&#8221;, aclara.</p>
<p>A partir de 1994, figuras como Lila Down revalorizaram também a veia indígena, ao mesmo tempo que em Chiapas nascia uma resposta reivindicativa ao México que acreditava numa cultura oficial governada por mariachis com o espanhol como único idioma. Surgem nomes como Juan Pablo Villa (vinculado ao canto misteco), e a banda Pasatono por meio das suas pesquisas musicais nas zonas de Oaxaca.</p>
<p>O Son Jarocho, no estado de Veracruz, também está ressurgindo, voltando aos palcos e praças como &#8220;jarana jarocha&#8221;. Por outro lado, a trova yucateca, originária do bolero, vem se misturando com ritmos peruanos, colombianos, caribenhos e chilenos, enquanto na parte de Sinaloa, a música nortenha (as de banda e as de trío) está se fundindo com a dos mariachis. Já nas zonas urbanas existe outro ritmo denominado &#8220;surf&#8221; que está diretamente vinculado com a tradição das lutas livres e a figura dos lutadores mascarados.</p>
<p><strong>Noite</strong></p>
<p>Os seis integrantes do instrumental Asdrubal apresentaram releituras dos ritmos e vertentes musicais da Colômbia. O jovem grupo faz parte do coletivo artístico La Distritofónica. </p>
<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-265" title="segundo-dia-foto-web3" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2008/11/segundo-dia-foto-web3.jpg" alt="" width="500" height="339" /></strong></p>
<p><strong>Links recomendados</strong></p>
<p>Los Años Luz Discos : é um selo absolutamente fora de qualquer gênero predeterminado e com afã de distrubuir todo tipo de músca feita na Argentina. Vai do experimental, passando pelo eletrônico, o folclore etc.</p>
<p>Nomes a procurar (Argentina): Gustavo &#8220;Cuchi&#8221; Leguizamón, Lisandro Aristimuño, Juan Quintero, Edgardo Cardozo, Carlos Aguirre.</p>
<p>Nomes a procurar (México): Cabezas de Cera, Grupo Monoblanco, Ensamble Continuo, Guti Cárdenas, Iraida Noriega, Instituto Mexicano del Sonido, Jesús Valverde, Los tigres del Norte, Celso Piña, Nortec.</p>
<p>Acesse (Colômbia): www.ladistritofonica.com</p>
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		<title>O primeiro dia do encontro&#8230;</title>
		<link>http://www.nucleocontemporaneo.com.br/2008/11/26/o-primeiro-dia-do-encontro/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 11:34:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Alvaro Paiva]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8230; começou pela manhã e foi principalmente focado em discutir esforços de integração real entre os mercados culturais da América-latina. Após uma breve apresentação das linhas que regeriam a conversa, Fernando Tarrés (Argentina), Álvaro Montenegro (Bolívia), Marieta Villazana e Álvaro Paiva (Venezuela), René Roquet (México), Iván Benavides (Colômbia), entre outros, falaram sobre suas experiências profissionais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="Nenhuma"><img class="alignnone size-medium wp-image-255" title="primeiro-dia-foto-web1" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2008/11/primeiro-dia-foto-web1-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" /></a>&#8230; começou pela manhã e foi principalmente focado em discutir esforços de integração real entre os mercados culturais da América-latina. Após uma breve apresentação das linhas que regeriam a conversa, Fernando Tarrés (Argentina), Álvaro Montenegro (Bolívia), Marieta Villazana e Álvaro Paiva (Venezuela), René Roquet (México), Iván Benavides (Colômbia), entre outros, falaram sobre suas experiências profissionais e respectivas visões do panorama musical atual nos seus respectivos países. Pela tarde, foi a vez da Venezuela dar a conhecer sua produção discográfica e seus intentos para desenvolver-se num cenário cultural sem apoio privado e com palcos reduzidos para novas propostas. <span id="more-254"></span></p>
<p>Álvaro Paiva comentou a importância da chamada &#8220;Lei Resorte&#8221; (Lei de Responsabilidade Social em Rádio e Televisão) apoiada pelo Ministério de Comunicação e Informação (Minci) e a Comissão Nacional de Comunicações (Conatel) que assegura uma parcela de 25% de difusão obrigatória da música de raiz venezuelana na programação de todo veículo de comunicação. Graças a isso, viu-se um renascimento de espetáculos de teatro, dança e música, a fim de aproveitar a oportunidade dada pelo referido marco legal.</p>
<p>Contudo, comentou-se que não existe um critério unificado na difusão da música feita nesse país por parte do Estado. &#8220;Um ano viaja um cara representando a Venezuela, através do apoio de algum funcionário do Governo e, num ano próximo, viaja outro falando outra coisa, com outras propostas, sem lograr um discurso homogêneo do que é a música venezuelana&#8221;, comenta Álvaro.</p>
<p>Essas distintas &#8220;Venezuelas&#8221; distribuídas no mundo obedecem aos esforços individuais dos músicos que, principalmente, difundem seus próprios trabalhos. A falta de uma política consensual sobre a difusão da música desse país faz com que ainda se mantenha a imagem da &#8220;harpa, o cuatro, e a maraca&#8221; como os únicos instrumentos típicos, e o Joropo Llanero como o ritmo mais massivo e globalizante.</p>
<p><strong>Além do Sistema de Orquestras<a href="Nenhuma"></a></strong></p>
<p>Conhecido em todo o mundo, os holofotes se voltam constantemente aos esforços do Sistema de Orquestras deixando de lado outras expressões da cultura popular desse país. &#8220;Atualmente, vem ganhando espaço na MTV muitas bandas de rock e pop, embora não recebam ajuda necessária e nem sempre sejam tratados como os artistas estrangeiros&#8221;, explicou Álvaro, quem, ao mesmo tempo, é integrante da banda Kapicúa, que divulga a performance de ritmos tradicionais num formato acústico.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-267" title="primeiro-dia-foto-web6" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2008/12/primeiro-dia-foto-web6-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" />Outro tema importante comentado na reunião foi saber que os estudos sobre música popular ainda são muito recentes. A primeira turma graduada numa universidade egressará só em 4 anos. Tanto Álvaro quanto Marietta comentaram que ainda o ensino musical segue uma forte inclinação ao modelo de conservatório tradicional.</p>
<p>Certamente a Venezuela tem muitos ritmos para mostrar. Marietta Villazana, da Fundação Bigott sinalizou que o trabalho de recuperação dos ritmos tradicionais nesse país foi um trabalho muito importante nos anos oitenta e noventa, através do programa &#8220;Encuentros con&#8221;, que em suas 45 emissões resgatadas em formato digital constitui um dos mais importantes acervos audiovisuais da memória da música popular venezuelana.</p>
<p>&#8220;Na Fundação, a gente se propõe, principalmente, disponibilizar material de todo tipo, que divulgue a cultura tradicional e aproxime aos cultivadores das diversas artes ao público&#8221;, remarca Marietta.</p>
<p><strong>O poder da &#8220;payola&#8221;</strong><strong><a href="Nenhuma"></a></strong></p>
<p>Constantemente foi comentado a realidade pela qual o pagamento nos veículos massivos é a via obrigatória para divulgar a música independente. Essa exposição na mídia em troca de dinheiro tão conhecida no Brasil como jabá tem o seu equivalente na Venezuela sob o nome de payola.</p>
<p>Segundo os expositores, apesar das iniciativas independentes encontrarem certa ajuda na Lei Resorte, os esforços em disponibilizar material fonográfico suficiente para divulgar na mídia não parecem diminuir a payola nem um pouco.</p>
<p>Porém, no meio desse panorama, iniciativas como as que geraram VenezuelaDemo são de longe um verdadeiro mergulho sonoro no cenário atual desse país. Trata-se de uma coletânea em constante crescimento, pela qual bandas nacionais de qualquer gênero têm a oportunidade de divulgar não somente suas músicas mais também uma breve resenha sobre si.</p>
<p><strong>Noite</strong></p>
<p>O primeiro dia fechou com o recital do Fernando Tarrés Quinteto que contou com a participação especial da cantora colombiana Lucia Pulido. Tarrés desenvolve uma linguagem musical contemporânea com fortes reminiscências de Piazzolla e folclore argentino.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-259" title="primeiro-dia-foto-web4" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2008/11/primeiro-dia-foto-web4.jpg" alt="" width="500" height="390" /></p>
<p>Links recomendados:</p>
<p><a href="http://www.venezuelademo.com" target="_blank">venezuelademo.com</a>:Site com o acervo sistematizado da cena atual venezuelana. Os conteúdos são todos disponibilizados na íntegra (em espanhol)</p>
<p><a href="http://www.sincopa.com" target="_blank">www.sincopa.com</a>: Aqui temos um catálogo discográfico com diversos atores da cena musical venezuelana ordenados por nome e gênero.  Contém os sites pessoais, alguns endereços eletrônicos e até a discografia (em inglês)</p>
<p><a href="http://www.venezuelatoda.org.ve" target="_blank">venezuelatoda.org.ve</a>: um portal com orientação didática sobre a música tradicional venezuelana.</p>
<p><strong>Nomes para procurar</strong>: Aquiles Baez, Cristóbal Soto, Ensamble Gurrufio, enCayapa, César Orozco y Kamarata Jazz, Eddy Marcano, El Cuarteto, MAU (Movida Acustica Urbana) lamau.com, Kapicúa, Los Sinvergüenzas, C4 trio, Nuevas almas, El Pollo Brito, Ensamble Tamborum, Vasallos del Sol, Pomarrosa, Manuel Petit (Tambor de San Millán), Saul Vera y su emsamble.</p>
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