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	<title>Núcleo Contemporâneo &#187; Todas</title>
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		<title>Às vezes a dúvida&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 12:40:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[AMÉRICA LATINA
 
Neste tempo que fiquei sem escrever, não parei de viajar e visitar outros países; seus festivais e suas músicas.
Estive em setembro na Colômbia para uma edição do Mercado Cultural de Bogotá.
Foi de alguma forma uma  experiencia parecida com a que eu já relatei aqui.
Ótima música, muitas vezes.  A diferença, desta vez, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>AMÉRICA LATINA</strong></p>
<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-1360" title="P1070732" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2010/05/P1070732.jpg" alt="P1070732" width="512" height="288" /> </strong></p>
<p>Neste tempo que fiquei sem escrever, não parei de viajar e visitar outros países; seus festivais e suas músicas.</p>
<p>Estive em setembro na Colômbia para uma edição do Mercado Cultural de Bogotá.</p>
<p><span id="more-1362"></span>Foi de alguma forma uma  experiencia parecida com a que eu já relatei aqui.</p>
<p>Ótima música, muitas vezes.  A diferença, desta vez, foi acompanhar a descoberta por parte de outros produtores, especialmente norte-americanos e europeus, deste universo. A surpresa e o encantamento.<br />
É sempre bom ser testemunha destes momentos.</p>
<p>E em seguida fui a Bolívia. E aqui confesso o quanto me fascina La Paz e a Bolívia indígena.  É uma das poucas capitais que visitei que preserva ainda uma grande identidade.</p>
<p>Os mercados &#8211; com os índios vendendo seus artesanatos ; mas também frutas, verduras. Sentados no chão com a mercadoria a sua volta. Ou então nas ruas da cidade.</p>
<p>É um colírio para os olhos cansados de franchising e Mc Donald’s&#8230;</p>
<p>Mas na área da produção musical, e se olharmos o seu desejo de inserção,  a Bolívia se ressente desta maior interação com o mundo.</p>
<p>A sua música tradicional &#8211; andina, é bastante diversa e interessante.  Conhecemos apenas uma pequena parte dela &#8211; aquela tocada por charangos e queñas. Já  música de carnaval &#8211; e que tive oportunidade de assistir na festa do Dia del Grande Poder, em  outra viagem, junho de 2003 , é impressionante.</p>
<p>Formações de sopros e percussão- fazendo um som , que parece de outro planeta. Difícil compreender porque não conhecemos nada disto por aqui.</p>
<p>Também a afro-saia- música afro boliviana é bastante interessante.  Assisti em um bar de La Paz &#8211; os músicos tocando em cima de um balcão. Muito suingue.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1361" title="Bolivia_2" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Bolivia_2.jpg" alt="Bolivia_2" width="494" height="432" /></p>
<p>Mas voltando a músca urbana, não se escutam tantas propostas desafiadoras. Há bons grupos pop &#8211; como alguns  &#8211; que  parecem ter  influências de Manu Chao. E na música instrumental, uma das  propostas que mais chama a atenção é o Parafonista do Álvaro Montenegro &#8211; que participa do América Contemporanea.</p>
<p>Álvaro é um músico presente na cena musical da cidade.  Participa de diversos projetos, e tem o seu próprio estúdio.</p>
<p>E foi Álvaro quem me levou a minha mais bela e</p>
<p>xperiência na cidade, ou melhor , fora dela. A cumbre, como é conhecido um platô sagrado para os índios,  localizado em um dos pontos mais altos da região, a cerca de 40 minutos da cidade, onde realizam vários de seus rituais.</p>
<p>E também a uma espécie de rave andina &#8211; em um local no centro de La Paz, com música para dançar e performances tradicionais. Tudo bastante surreal.</p>
<p><strong>FRANÇA</strong></p>
<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-1363" title="Paris 1" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Paris-1.jpg" alt="Paris 1" width="512" height="288" /></strong></p>
<p>Já neste ano, fui de novo a Babel Med &#8211; um festival e ponto de encontro em Marselha, França. Focado principalmente na música do mediterrâneo com alguns grupos de outras regiões.</p>
<p>Boa música &#8211; e alguns projetos que chamaram bastante a atenção &#8211; como o Yemen Blues, formado por músicos israelenses de diversas origens. Seria tão lindo Israel se abrir, como se abre a sua música&#8230;<br />
E também, um ótimo grupo de Marselha que inclui múscos iranianos- Oneira 6tet</p>
<p>Há neste momento na Europa uma grande inquietação quanto aos possíveis efeitos da crise econômica que todos na área da cultura parecem sentir. Nada de muito novo para nós. Mas sim, para eles.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1365" title="Paris 2" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Paris-2.jpg" alt="Paris 2" width="512" height="288" /></p>
<p>Uma experiência curiosa em Paris. Encontro um amigo querido, Ricardo Herz &#8211; um ótimo violinista brasileiro, que vem morando por lá nos últimos 8 anos. E juntos vamos a um dos clubes mais famosos de jazz de lá &#8211; o Sunset &#8211; assisir a Nelson Veras, outro bom músico que vive há muitos anos na França.</p>
<p>Ingresso a 22 euros &#8211; uns 55 reais. Um espaço pequeno, com cadeiras pequenas e desconfortáveis &#8211; enfileiradas a uma proximidade que sugere que deveríamos ser menores  (e muito) para caber com algum conforto naquele espaço.  Engraçado, porque se fosse em São Paulo, ou no Rio, diriam alguma coisa&#8230; Estes acontecimentos sempre me surpreendem.</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
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		<title>Amsterdam e Cabo Verde</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 12:33:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Todas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em abril, passei 3 dias em Amsterdam para um encontro de Festivais. É o começo de uma viagem de 20 dias. Ainda passo por Cabo Verde e Áustria.
Um projeto estranho e mal organizado. Foi apresentado aos produtores como um congresso de Festivais de Música &#8211; e na verdade era principalmente de cinema. Não é comum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1382" title="Amsterdam" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2010/05/P1080457.jpg" alt="Amsterdam" width="512" height="288" /></p>
<p>Em abril, passei 3 dias em Amsterdam para um encontro de Festivais. É o começo de uma viagem de 20 dias. Ainda passo por Cabo Verde e Áustria.</p>
<p><span id="more-1369"></span>Um projeto estranho e mal organizado. Foi apresentado aos produtores como um congresso de Festivais de Música &#8211; e na verdade era principalmente de cinema. Não é comum este tipo de evento &#8211; e também não percebermos antes &#8211; (este “nós” a que me refiro é um grupo de festivais, principalmente, mas não só, europeus que mantém uma troca constante de informações).</p>
<p>Assim que escapei o mais rápido que pude e fui dar umas voltas em Amsterdam. Viraram dias de quase ferias &#8211; os primeiros dias de sol, depois de meses de muito frio na cidade. Assim peguei todos com muito bom humor, e de certa forma felizes. Encontro também amigos locais, um músico e produtor brasileiro que vive agora por aqui, o Marcos Souza. Sempre animado, apeasar das dificuldades naturais de uma nova vida na Europa, especialmente nestes dias, como mencionei acima, de dificuldades econômicas. Está sempre buscando desenvolver diferentes projetos, é daqueles que sempre parecem disponíveis e desejosos de ajudar qualquer músico brasileiro.</p>
<p>A noite, vou a Bimhuiss, uma casa de jazz com uma vista incrível da cidade. Música experimental, algo paradoxalmente comum na Europa, feita por bons instrumentistas. Mas que de alguma forma não reverbera. E não fica na memória.</p>
<p>Agora viajo para Cabo Verde- pasando primeiro por Lisboa. E ao do lado de dois portugueses, um operario de construção, obrigado pelas questões econômicas a viver e trabalhar em Amsterdam. Volta a cada três meses para rever a mulher e dois filhos. Deve ter uns 35 anos. Diz que não consegue sobreviver em Portugal. Triste e preocupado com o seu futuro e de sua família, e ao mesmo tempo, calibrado com alguns goles, se diverte com seus amigos e conversa com a executiva simpática que viaja do nosso lado. A vida é também feita de encontros&#8230;</p>
<p><strong>Cabo Verde</strong></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1370" title="Cabo Verde 1" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Cabo-Verde-1.jpg" alt="Cabo Verde 1" width="512" height="288" /></p>
<p>(em quem voce  confia..em crioulo)</p>
<p>Na chegada, algumas surpresas. Descemos do avião, como acontecia até há pouco no aeroporto Santos Dumont do Rio: caminhando pela pista. É sem dúvida o melhor jeito de desembarcar, em qualquer país tropical.</p>
<p>A cidade Praia, capital do país, que compreende várias ilhas, lembra na sua arquitetura uma das várias cidades do interior do Brasil; e em outros momentos, Salvador ou São Luis.<br />
Me sinto no Brasil</p>
<p>Vim para dar uma oficina de produção e algo como uma vivência para músicos locais. Troca de informação e uma certa inquietação. Afora os projetos mais conhecidos como Cesária Évora e mais recentemente, Mayra Andrade, parece haver uma  certa desolação e um clima de descontentamento com o cenário e as possibilidades locais.</p>
<p>Mas como em todas as periferias, incluindo várias regiões brasileiras, é mais uma questão de se sentir fora dos grandes centros, como que esquecidos pelos holofotes do mundo.</p>
<p>Ponto para movimentos como fora do eixo, que vem revertendo este olhar, e transformando uma possível desvantagem, em oportunidade.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1372" title="Cabo Verde 2" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Cabo-Verde-21.jpg" alt="Cabo Verde 2" width="512" height="288" />De qualquer forma há o desejo de transformação e ampliação da cena por aqui. Se persistirem, poderão criar boas coisas. Curiosamente para nossas expectativas em relação à África, não se faz som nas ruas. Nem nos bares.</p>
<p>Muito bom falar portugues em outro país. E la também se fala o criolo &#8211; uma mistura de português, inglês, francês, e sabe lá o que mais. É bonita a lingua, o som&#8230;</p>
<p>O Festival, Kriol Jazz, acontece em uma praça. São 8 shows &#8211; músicos da África, dos Estados Unidos…</p>
<p>E do Brasil o Cello Samba Trio do Jaques Morelembaum, Lula Galvão e Rafael Barata. Ótimos músicos &#8211; e um repertório clássico. Tom Jobim, Dorival Caymmi, Egberto Gismonti, João Donato. O público reage bem.</p>
<p>Manhatan Transfer dos EUA me faz pensar na questão do tempo. Cantam muito bem, mas parece que estou na era da disco-glitter, algo assim. Um pouco fora do tempo, para mim.</p>
<p>O som mais surpreendente que vi &#8211; foi um projeto da África do Sul &#8211; Tumi and the Volume www.myspace.com/tatv.   Um quarteto que inclue dois músicos de Moçambique que fazem hip-hop com &#8211; guitarra baixo e bateria. Ótimos músicos &#8211; especialmente guitarra e bateria.  É bacana, porque rolaram boas idéias músicais, ótimos grooves. E o Tumi é um bom rapper.</p>
<p>Em um restaurante a noite, um tecladista toca música brasileira – Tico-tico no fubá, e outras. Às vezes inesperadamente bem. E às vezes bem mal&#8230;</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1373" title="Cabo Verde 3" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Cabo-Verde-3.jpg" alt="Cabo Verde 3" width="512" height="288" /></p>
<p>No domingo entro em uma igreja lotada. E sou surpreendido por um canto coral muito bonito e tocante, acompanhados por percussão. Muito africano e musical. Ouço depois falar nos rebelados &#8211; habitantes da ilha, que se afastaram de uma certa opressão da igreja européia e criaram seu próprio caminho&#8230; e sua própria igreja.</p>
<p>Passo algumas horas conversando com diretores de outros festivais na África &#8211; Gabão, Burkina Faso, Ilha da Reunião. E também da Jamaica.  E com o guitarrista moçambicano do grupo acima. São todos muito bem informados, conectados, atentos. O que só reforça o desejo de conhecer mais o continente.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1374" title="Cabo Verde 4" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Cabo-Verde-4.jpg" alt="Cabo Verde 4" width="512" height="288" /></p>
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		<title>Calvi, Córsega &#8211; Festival de Cantos Polifônicos</title>
		<link>http://www.nucleocontemporaneo.com.br/2009/10/05/calvi-corsega-encontro-do-forum-europeu/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 14:29:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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Em seguida a Coréia, vou direto a França para um encontro do EFWMF &#8211; Fórum Europeu do Festivas de Músicas do Mundo.
O encontro acontece dentro de um Festival em Calvi, uma bonita cidade na ilha francesa de Córsega.
Centrado em torno da voz e do canto polifônico, é organizado por um grupo vocal local – o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="ngg-singlepic ngg-none" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/calvi-photos/P1070559.jpg" alt="P1070559" width="512" height="288" /></p>
<p>Em seguida a Coréia, vou direto a França para um encontro do <a href="http://www.efwmf.org">EFWMF</a> &#8211; Fórum Europeu do Festivas de Músicas do Mundo.</p>
<p>O encontro acontece dentro de um Festival em Calvi, uma bonita cidade na ilha francesa de Córsega.</p>
<p>Centrado em torno da voz e do canto polifônico, é organizado por um grupo vocal local – o <a href="http://www.myspace.com/afiletta">A Filetta</a> – um dos projetos mais bonitos que ouvi recentemente.</p>
<p><span id="more-759"></span></p>
<p>Baseado nos cantos tradicionais da Córsega – que estavam de certa forma desaparecidos &#8211; , o A Filetta é um dos grupos que trouxe novamente a tona esta música e esta forma de cantar.</p>
<p>No caso deles, estendendo-a um projeto próprio, autoral e mais amplo.</p>
<p>Outros grupos locais, que são as confrarias, procuram recriar e seguir os cantos tradicionais.  São ligados às igrejas. E têm alguns de seus ritos tradicionais totalmente baseados na música.</p>
<p><img class="ngg-singlepic ngg-none" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/calvi-photos/P1070610.jpg" alt="P1070610" width="512" height="290" /></p>
<p>Este festival procura reunir assim vários conjuntos – em geral de 4 a 6 integrantes que praticam o conto polifônico – a várias vozes (em geral 3) em todo o mundo.</p>
<p>Este ano, estiveram presentes grupos da Albânia, Sibéria, Itália, Armênia e da própria ilha.</p>
<p>Há também a participação de cantores, solistas e de seus projetos. O que mais me chamou atenção pela excelência dos músicos e originalidade foi o projeto da cantora <a href="http://www.accords-croises.com/es/artiste-bio.php?artiste_id=25">Houria Aïchi</a>.</p>
<p><strong>Calvi</strong></p>
<p>A região é muito linda. Montanhas, mar… E especialmente as construções mais antigas. Os concertos aconteceram em duas igrejas medievais simples e muito bonitas.</p>
<p><img class="ngg-singlepic ngg-none" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/calvi-photos/P1070627.jpg" alt="P1070627" width="512" height="288" /></p>
<p>Com capacidade para trezentas, quatrocentas pessoas. O que me faz pensar, nestas questões de sustentabilidade, tamanhos. <em>Small is beautiful</em>. E de fato é.</p>
<p>Todos os músicos permaneceram durante todo o Festival, comiam no mesmo espaço (uma casa que é sede do A Filetta), e os encontros aconteceram naturalmente.</p>
<p>Bons sons. Bons dias.</p>
<p><strong>Mais algumas fotos:</strong></p>
<p><strong><img class="ngg-singlepic ngg-none" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/calvi-photos/P1070556.jpg" alt="P1070556" width="512" height="288" /></strong></p>
<p><strong><img class="ngg-singlepic ngg-none" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/calvi-photos/P1070626.jpg" alt="P1070626" width="512" height="288" /></strong></p>
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		<title>Coréia, setembro de 2009</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 18:10:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[concerto]]></category>
		<category><![CDATA[Coreia]]></category>
		<category><![CDATA[Núcleo de Música do Abaçaí]]></category>
		<category><![CDATA[Seul]]></category>
		<category><![CDATA[Show]]></category>
		<category><![CDATA[tour]]></category>

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		<description><![CDATA[
Primeiro Dia - Seul
Cheguei há algumas horas. Depois de 30 horas viajando. Mas na verdade uma viagem tranquila.
Na chegada Yoo Jung do escritório do PAMS &#8211; Performing Arts Market Seoul, me levou pra tomar o café da manhã local &#8211; que é igual ao almoço ou jantar.
(Toco no dia 13 em Jeju &#8211; uma ilha &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="ngg-singlepic ngg-none aligncenter" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/korea-photos/P1070381.jpg" alt="P1070381" width="507" height="232" /></p>
<p><strong>Primeiro Dia - <span style="font-weight: normal;">Seul</span></strong></p>
<p>Cheguei há algumas horas. Depois de 30 horas viajando. Mas na verdade uma viagem tranquila.</p>
<p>Na chegada Yoo Jung do escritório do PAMS &#8211; Performing Arts Market Seoul, me levou pra tomar o café da manhã local &#8211; que é igual ao almoço ou jantar.</p>
<p>(Toco no dia 13 em Jeju &#8211; uma ilha &#8211; e venho primeiro a Seul, para encontrar músicos tradicionais e me reunir com o escritório de música da Coréia).</p>
<p><span id="more-746"></span></p>
<p>Eles não fazem distinção entre as três refeições &#8211; ou seja &#8211; pra mim, já na confusão dos horários &#8211; virou almoço&#8230;</p>
<p>Consegui ir até uma livraria de livros coreanos em inglês &#8211; assim posso saber um pouco da história e cultura – a partir de orelhas de livros. Mas é o que consigo a estas alturas.</p>
<p>Em seguida, uma visita ao Museu Antropológico &#8211; Folk Museum. Muito rápido, em um espaço cheio de castelos antigos. Todos muito bonitos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="ngg-singlepic ngg-none aligncenter" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/korea-photos/P1070435.jpg" alt="P1070435" width="493" height="277" /></p>
<p>E o desejo de ficar horas… Que esta viagem não permite. Mas vejo no museu uma referência a cidade de um império que começou 37 anos antes de Cristo – Silla – e, para mim, o incrível fato de que parece muito a urbanização das cidades de hoje – centro parques, quadras residenciais. E sinto o quão pouco sei de qualquer coisa. Na saída compro o livro do museu na esperança de aprender um pouco mais&#8230; É curioso ver o homem das cavernas, coreano&#8230;</p>
<p>Encontro com dois músicos que vão participar do Mercado Cultural (do <a href="http://www.myspace.com/sonagiproject">Sonagi Project</a>)&#8230; Em minha vida tem sido um tanto assim: a vida de músico e produtor. Tento manter um equilíbrio entre as duas atividades, embora ambas terminem sendo a mesma coisa, de certa forma. Pois acabo produzindo basicamente a música que me parece boa, e na qual acredito que vale a pena difundir. E o mesmo vale para quando toco&#8230; E quando às vezes os convites surgem, e me parecem bons e criativos, vamos lá.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="ngg-singlepic ngg-none aligncenter" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/korea-photos/P1070391.jpg" alt="P1070391" width="493" height="277" /></p>
<p><strong>Segundo dia</strong></p>
<p>Seul… É uma daquelas capitais… que me lembra várias cidades. A vida noturna é intensa, muita gente na rua, carros também durante a noite.</p>
<p>Vários locais 24h.  Creio que vivem, aqueles mais inquietos, o conflito entre o modelo de sociedade contemporânea, globalizada – basicamente ocidental –, e o desejo de preservar a sua cultura, modo de vida, o tempo e as tradições. Mas é para mim impressionante a intensidade do consumo&#8230; Lojas, magazines imensos, completamente lotados. Um pouco assustador. Música pop por toda parte&#8230; Aqueles grupos adolescentes, raps coreanos. Muito esquisito.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="ngg-singlepic ngg-none aligncenter" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/korea-photos/P1070394.jpg" alt="P1070394" width="493" height="277" /></p>
<p>O bacana, nesta área, foi o encontro com dois grupos tradicionais coreanos. Fui ao estúdio de ensaio de cada um – uma bela sacada –, ter um estúdio próprio de ensaio. E também, significando que eles ensaiam muito. Creio que todos os dias, quando não estão viajando em tour.</p>
<p>Ambos os grupos, tem um líder, um tanto mais experiente e bastante respeitado, mas a relação é muito leve e agradável, entre eles. Os outros músicos são bem jovens. É uma das boas músicas tradicionais &#8211; atuais, que escutei recentemente.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="ngg-singlepic ngg-none aligncenter" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/korea-photos/P1070482.jpg" alt="P1070482" width="493" height="277" /></p>
<p>Os coreanos têm em geral, uma formalidade. Que pode ser bonita… Teria que viver mais para sacar as particularidades. Alguém mais velho só pelo sobrenome e coisas assim… Eles, então, fazem mesuras. Mesmo os jovens, hippies.</p>
<p>Eles são respeitosos. Ficamos conversando sobre isto no jantar. A comida, como todo o resto de sua cultura é bastante particular. Não tendo muita relação com a japonesa ou chinesa. Claro há o budismo e o catolicismo – ambos com colorações locais.  Mas há também a forte presença dos shamans no imaginário, cultural, religioso e também musical (ver filme <a href="http://www.intangibleasset82.com">intangible heritage 82</a>).</p>
<p>Quanto a apresentação em Jeju, uma ilha ao sul do continente – foi uma experiência estranha. O que cria o desejo de compartilhar que no meio de boas experiências, sempre podem aparecer estas, mais esquisitas. Um Festival um tanto sem nexo, consistência, coerência… Não entendi.</p>
<p>Mas o bom humor do grupo &#8211; o Núcleo de Música do Abaçai – e do João, no baixo, tornaram tudo mais leve. Além da simpatia e gentileza de algumas pessoas que estavam trabalhando na produção&#8230;</p>
<p>Assim fica o desejo de voltar a Coréia – e especialmente a Seul, lugar que deixei  levando várias perguntas, e que me pareceu especialmente atraente.</p>
<p><strong>Alguns links:</strong></p>
<p><a href="http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&amp;VideoID=46760736">Noreummachi</a></p>
<p><a href="http://cafe.daum.net/panse">Chae Soo Jung</a></p>
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		<title>Marrocos &#8211; algumas impressões</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 10:33:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[concertos]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Marrocos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Poucos lugares no mundo me despertaram tantas fantasias como este país. Acho que misturei o imaginário de livros lidos na infância, com filmes assistidos depois, e a sons ouvidos. Além dos documentários, que sempre vao buscar as imagens &#8220;autênticas&#8221;.
Assim que quando pisei no aeroporto  em Agadir, estava pronto para me maravilhar… E foi esta a sensação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; text-align: center; margin: 0px;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px initial initial;" title="DSC02442" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/DSC02442.jpg" alt="DSC02442" width="507" height="381" /></p>
<p>Poucos lugares no mundo me despertaram tantas fantasias como este país. Acho que misturei o imaginário de livros lidos na infância, com filmes assistidos depois, e a sons ouvidos. Além dos documentários, que sempre vao buscar as imagens &#8220;autênticas&#8221;.</p>
<p>Assim que quando pisei no aeroporto  em Agadir, estava pronto para me maravilhar… E foi esta a sensação que tive entre o aeroporto e a cidade (percurso de uns 40 minutos). Mas a chegada ao hotel mudou esta primeira impressão. Me senti em Miami.<span id="more-414"></span>Turistas europeus, em busca de um sol barato, enchem os espaços turísticos da cidade &#8211; sem se locomoverem. Ficam onde estão &#8211; estáticos&#8230; Se na piscina, aí permanecem por dias. E, o bairro turístico, se assemelha, a qualquer outro, em qualquer lugar do planeta.</p>
<p>Fui a Agadir a convite do Festival de Timitar, dirigido por Brahim El Mazned.  A idéia de Brahim era apresentar um projeto meu, brasileiro. Propus realizar um encontro com músicos locais. E Brahim, topou. E foi o que de mais bacana, poderia ter acontecido.</p>
<p>Primeiro, porque os músicos marroquinos que ele convidou, eram excelentes. E, porque os músicos brasileiros do projeto, Ari Colares, Lula Alencar e o João (Taubkin) compartilhavam desta expectativa e interesse. Além da Luiza Morandini, na produção&#8230; E foi a partir deste encontro, que pude conhecer um pouco do verdadeiro Marrocos (embora a parte turística não deixe de ser algo real)…</p>
<p>O encontro musical aconteceu de forma fácil e orgânica. Eles curtindo… Nós também. Risos daqui, piadas dalí&#8230; E pronto: já éramos uma turma. Preparamos 4 músicas brasileiras e quatro locais.</p>
<p>Midi &#8211;  jovem  e super talentoso músico gnawa, nos convidou a conhecer a sua cidade &#8211; a uma hora de Agadir -, e almoçar em sua casa. Housseini, grande percussionista, preparou em nosso último dia um lindo almoço em sua casa também. Fora o jantar, na casa do Brahim&#8230;</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; min-height: 14px; text-align: center; margin: 0px;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px initial initial;" title="Marrocos estrada" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/DSC02353.jpg" alt="Marrocos estrada" width="512" height="288" /></p>
<p>Experiências de puro afeto e hospitalidade. Na verdade, tínhamos que tomar cuidado em manifestar qualquer desejo, pois como na estória de Aladim, ele seria satisfeito imediatamente, por algum dos nossos companheiros locais. Poucas vezes vi esta expressão de cortesia e hospitalidade em ação como nestes dias.</p>
<p>Aí vale uma digressão &#8211; Agadir é a cidade que concentra o maior número de habitantes da  população berber. Que é a população original do Marrocos.</p>
<p>Existe uma certa divisão entre eles e os árabes, que vieram no sec  VIII DC. E há também uma polêmica &#8211; se todos são berberes e uma parte se pretende árabe. De todas as maneiras, os beberes não compõem o governo central e se sentem excluídos dos centros de poder.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; text-align: center; margin: 0px;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px initial initial;" title="Marrocos - dromedários" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/DSC02352.jpg" alt="Marrocos - dromedários" width="512" height="384" /></p>
<p>O Marrocos é uma monarquia, de fato, em transição. O rei divide o poder com um governo civil. Ele é relativamente jovem e querido pelo seu povo. E se declara árabe e berber, neste caso, por ter uma mãe desta origem. Assim, de alguma forma todos convivem. O Festival, do qual participamos, é gratuito para o público e acontece em três espaços distintos &#8211; duas praças e um teatro &#8211; ao ar livre, aonde tocamos&#8230;</p>
<p>É um público gigantesco que acorre. Na praça principal, 130 mil pessoas acompanharam no domingo a apresentação de um grupo de rap local com acento político.</p>
<p>O teatro ao ar livre tem capacidade para &#8220;apenas&#8221; 3.000 pessoas. Havia umas 2000 ou um pouco mais quando tocamos. É para mim, um público imenso.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; min-height: 14px; text-align: center; margin: 0px;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px initial initial;" title="Marrocos - palco principal" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/DSC03058.jpg" alt="Marrocos - palco principal" width="512" height="288" /></p>
<p>O concerto aconteceu de forma bem especial, com todos nos emocionados com a experiência. E também com alguns problemas de monitor&#8230; Este é sempre um problema dos grandes festivais. Com  três grupos tocando na sequência em cada palco, fica difícil acertar a questão técnica. Mas sobrevivemos, e saímos contentes desta experiência.</p>
<p>Vários aspectos nos chamaram a atenção.</p>
<p>Nas praias poucas mulheres de maiô, a maioria entra na água de roupa. Por outro lado, parece haver uma grande tolerância, entre as diferentes tendências religiosas. Há desde burkas &#8211; cobrindo todo o rosto -, até meninas e mulheres super produzidas.</p>
<p>Mas não se vê beijos entre casais. Muito menos gays assumidos. Em muitos bares, apenas homens. Cds &#8211; esquece..ninguem compra. Mas um monte de fita cassette ainda presente.</p>
<p>Chamam a atenção os palácios. De fato, filme… E momentos onde a cidade parece a periferia de São Paulo. E bairros bonitos. Afinal uma cidade como outras, que conhecemos bem.</p>
<p>Fotos: Lulinha Alencar</p>
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		<title>ISPA- International Society for the Performing Arts</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 10:25:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Encontro]]></category>
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		<category><![CDATA[Produtores]]></category>

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		<description><![CDATA[
São Paulo recebeu o congresso do ISPA- International Society for the Performing Arts. Encontro que reuniu produtores, agentes e principalmente programadores de diversos centros culturais de várias  partes do mundo. Foi organizado pela Claudia Toni, através da Secretaria de Cultura do Estado &#8211; da qual a Claudia é assessora de música. Foi uma espécie de afirmação de São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-345" title="ispa_peq" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/06/ispapeq.jpg" alt="ispa_peq" width="466" height="403" /></p>
<p>São Paulo recebeu o congresso do ISPA- International Society for the Performing Arts. Encontro que reuniu produtores, agentes e principalmente programadores de diversos centros culturais de várias  partes do mundo. Foi organizado pela Claudia Toni, através da Secretaria de Cultura do Estado &#8211; da qual a Claudia é assessora de música. Foi uma espécie de afirmação de São Paulo &#8211; como capital cultural no mundo.<span id="more-410"></span>Creio que o fato de ter participado de encontros desta natureza,  em outras partes do mundo, permitiu-me avaliar a  generosidade presente nesta iniciativa, tanto em termos de atividades, como no desejo de compartilhar as nossas especificidades culturais.</p>
<p>Houve excelência tanto na organização, como na criação de um tema comum que aproximava a todos, o mergulho na diversidade. Entre as atividades uma mostra da música tradicional brasileira &#8211; com  o Boi do Maracaná de Belém, Congado, Caboclinho… Tudo muito rápido, para mim. Meio cartão postal. Mas provavelmente bastante atraente e eficiente do ponto de vista de impacto. No meu caso teria preferido menos grupos e um mergulho maior em cada um deles&#8230;</p>
<p>Existe ainda gentileza e nobreza neste meio. O interesse dos estrangeiros era genuíno. Abertos a nossa maneira de pensar e fazer, pude constatar um certo fascínio por caminhos que eles desconhecem. Ponto para a organização, que em nenhum momento impôs o conceito de que temos apenas a aprender. Temos sim. Mas temos o que mostrar também em termos não só de criação, como  na busca de caminhos próprios  e formas de viabilizar infinitas produções.</p>
<p>Participei de uma mesa ao lado doze profissionais onde debatemos o papel do agente, a partir da visão de artistas, programadores e dos próprios agentes. Neste campo ainda estamos defasados no país. Creio que desperdiçamos um importante canal de produção e difusão e que é um elo fundamental, nesta cadeia.</p>
<p>Ainda  temos a visão antiga do produtor, empresário (palavra com conotação pesada) e agente (do qual, creio que não temos uma idéia clara). Todos, muitas vezes,  como uma  turma de espertalhões a buscar vantagens na relação com os artistas.  Ou sujeitos ignorantes do real valor da arte, mais como atravessadores.</p>
<p>Bom &#8211; creio honestamente que sem a revisão destes conceitos, bem como a formação de profissionais competentes e criativos nesta área não iremos muito longe em termos de um real desenvolvimento do mercado para a cultura.<br />
Alguns dos produtores , programadores e agentes  que conheci, tanto no Brasil, como o resto do mundo, são para mim o sal da terra.</p>
<p>Apaixonados pelo trabalho que fazem, não medem esforços e recursos para viabilizarem seus projetos &#8211; que são na maior parte das vezes inclusivos e benéficos, diretamente, para uma serie de pessoas e indiretamente para toda a sociedade.<br />
Alguns tem uma visão equilibrada deste meio; suas possibilidades e deficiências. Voltei agora do Porto Musical (escrevo sobre o evento – num próximo post), organizado por Melina Hickson e Paulo André. A importância deste  encontro e a dedicação de ambos para o seu sucesso é típico deste profissional que menciono.</p>
<p>Assim como percebi em varios dos estrangeiros na mesa,  do ISPA, o desejo de ouvir, aprender e acolher experiências diversas.</p>
<p>No meu caso, tenho tido a felicidade de trabalhar com diversos  jovens, entre os quais,  profissionais muito dedicados e competentes no Núcleo Contemporâneo.  Entre os que passaram, ou ainda estão: a Carina Santana, o Felipe Arruda, a Luiza Morandini, a Marcia Duarte, Erika Breno, Lysandra Domingues, o Marcelo Ozório… Sem este tesão, o trabalho não acontece. E sem eles, não há como fazer este projeto. É necessário iniciativa, bom senso, improvisação, coragem, bom humor… Não são qualidades pequenas, nem fáceis.</p>
<p>Não me refiro aqui ao captador de recursos, que nada mais faz que correr atrás de verba e criar franksteins culturais, para não perder a chance daquele editalzinho&#8230;</p>
<p>Penso mais naqueles que correm riscos e se envolvem até o pescoço com este universo&#8230; E com os quais tenho muitas vezes trabalhado e me beneficiado deste contato. A turma da Bangalo, Jardim, Veredas e outros em Minas. A Ligia em Porta Alegre, a Lu Araujo no Rio. O Marcos Souza, a Myriam &#8211; minha irmã que desde sempre vem fazendo um lindo trabalho de preservação  e difusão da música brasileira. A Lucia da 2 LL, o Ruy  e a Via Magia na Bahia, e Rita  Fernandes  no Rio &#8211; ambos do Mercado Cultural da Bahia.  A Coraly e a Joelke, o Martin  Grossman, a Samantha e a Yael, no CCJ. O Pena, que além de  pensar como poucos o meio, realiza um importante trabalho no Auditório Ibirapuera.</p>
<p>Sem estas pessoas, e tantas outras aqui não citadas, mas com o mesmo valor, não há vida cultural inteligente.</p>
<p>Tenho tido contato com muitos jovens em seminários e encontros Brasil afora, que se oferecem como voluntários para trabalhos nesta área. Vejo o brilho nos seus olhos, e a maneira encantada como se referem a este desafio. Que é de fato uma imensa aventura, para quem se envolve.</p>
<p>Sinto ainda uma espécie de desconhecimento por parte de vários artistas, do real valor destes profisionais. Na verdade não estão do outro lado do Balcão&#8230; Não são os inimigos necessários. São, quando dedicados e sinceros, uma parte fundamental de vida criativa do país.</p>
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		<title>Estúdio Zabumba, 22 de março 2009</title>
		<link>http://www.nucleocontemporaneo.com.br/2009/05/25/estudio-zabumba-22-de-marco-2009/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 13:38:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Todas]]></category>
		<category><![CDATA[Estúdio; Zabumba; mixagem; mercado da música]]></category>

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		<description><![CDATA[
No estúdio
Estes dias o Zabumba encerrou suas atividades.
Foi o espaço onde mais gravamos desde o princípio do Núcleo Contemporâneo. O 1º CD da OPC, o Cupuaçu, Moderna Tradição, Nenê, Abaçaí, Proveta e tantas outras trilhas e mixagens&#8230; Vários têm suas estórias. O da OPC &#8211; gravamos ao vivo. E levei pra casa a primeira sessão, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-338" title="zabumba" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/zabumba.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>No estúdio</h5>
<p>Estes dias o Zabumba encerrou suas atividades.</p>
<p>Foi o espaço onde mais gravamos desde o princípio do Núcleo Contemporâneo. O 1º CD da OPC, o Cupuaçu, Moderna Tradição, Nenê, Abaçaí, Proveta e tantas outras trilhas e mixagens&#8230; Vários têm suas estórias. O da OPC &#8211; gravamos ao vivo. <span id="more-324"></span>E levei pra casa a primeira sessão, onde rolou a Suite prá pular da cama e Bayaty. Finalizadas todas as gravações, começamos a mixar em outro estúdio &#8211; super equipado e cedido generosamente a preço de custo por amigos.</p>
<div>
<p>Passados três dias de mixagem &#8211; voltamos a escutar a primeira sessão, aquela que era só a cópia do dia de gravação. Surpresa total &#8211; nunca chegaríamos aquela qualidade. Resultado &#8211; boa parte do CD nem foi mixada. Ficou apenas o registro deste dia.</p></div>
<div>
<p>André Magalhães, quem já trabalhou com ele sabe.. Ele nunca esquenta, está sempre ali do lado. E também nunca cansa. Sempre desistimos antes dele. Isto às 5h da manhã!</p></div>
<div>
<p>(Uma das melhores definições de alguém muito difícil ou chato é dizer que até o André se esquentou com ele&#8230;)</p></div>
<div>
<p>Então fica esta sensação de termos vivido juntos ao lado de centenas de outros excelentes músicos, técnicos, secretárias e cafés, uma parte da história da música desta cidade.</p></div>
<div>
<p>Todos estão por aí. Imagino que o que venha pela frente será ainda melhor e mais bacana.</p></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Mercado de Artes, México, março de 2009</title>
		<link>http://www.nucleocontemporaneo.com.br/2009/05/25/encontro-de-artes-escenicas-mexico-2008/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 13:25:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[México; Los Sonideros; Diversidade Cultural; Mercado; T]]></category>

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		<description><![CDATA[
Estive no México estes dias para participar do 4 Encontro de Artes escenicas.
É minha quarta vez neste maravilhoso país cheio de contrastes e contradições, como o nosso. E contemplado com uma vida, difícil de controlar. A cidade do México é ainda maior que São Paulo. E sendo uma região sujeita a terremotos, tem um um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img class="alignnone size-full wp-image-341" title="show-don-falo" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/show-don-falo.jpg" alt="" width="500" height="281" /></div>
<div>Estive no México estes dias para participar do 4 Encontro de Artes escenicas.</div>
<p>É minha quarta vez neste maravilhoso país cheio de contrastes e contradições, como o nosso. E contemplado com uma vida, difícil de controlar. A cidade do México é ainda maior que São Paulo. E sendo uma região sujeita a terremotos, tem um um número muito menor de edifícios. É, portanto, ainda mais espalhada. Seu transito é caótico &#8211; permanecendo assim, quase o dia todo. Em seu crescimento absorveu cidades menores &#8211; que hoje são bairros, Mas que preservam, cada um, seu centro histórico. O que a torna uma cidade muito incrível e bonita, em determinadas áreas.</p>
<p>Bom, os Mercados &#8211; forma de festival e de plataforma para artistas, managers e programadores -, estão presentes hoje em quase todo o mundo. O do México, que se chamava Puerta de Las Américas, mudou um tanto seu nome e perfil. Antes recebia artistas de todo a América Latina. Era uma espécie de portal para artistas latino-americanos  E agora apresenta apenas a produção mexicana.<span id="more-323"></span></p>
<p>O México tem uma característica interessante na área de cultura &#8211; e provavelmente em várias outras &#8211; a total dependência de artistas e projetos de cultura do governo. Quase todos s festivais, criadores, selos, dependem de editais e verbas públicas. O que na minha opinião, enfraquece muito a  força e autonomia de um artista, bem como a diversidade criativa do país.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-339" title="mex-09-ciclos-revolucao" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/mex-09-ciclos-revolucao.jpg" alt="" width="360" height="640" /></p>
<p>Na área de música (havia ainda dança e teatro-além de uma área de multidisciplinaridade), se apresentaram 12 artistas. Participei da seleção dos ligados à música, como convidado internacional, em agosto do ano passado.</p>
<p>Alguns projetos muito interessantes, outros nem tanto&#8230; Os que mais me cativaram foram <a href="http://www.myspace.com/cabezasdecera">Cabezas de Cera</a>, um trio extremamente original e competente que constrói parte dos seus instrumentos; <a href="http://www.myspace.com/juanpablovilla">Juan Pablo Villa</a>, um cantor que se apresenta solo, ao lado de um desenhador que da cabine de luz vai  desenhando e criando vídeos cenários; <a href="http://www.myspace.com/losdoradosoficial">Los Dorados</a> &#8211; apesar de terem sofrido pela ma qualidade do som &#8211; e por estranhamente não trazerem consigo um bom técnico &#8211; algo vital para quem pretende fazer boa figura em um evento desta natureza, tem um excelente baterista e saxofonista, além de uma proposta interessante&#8230;</p>
<p>Um bom quarteto de sax, Anacruz, music e também um coral universitário com uma proposta interessante.</p>
<p>Diretores de Center of Performing Arts, festivais e agentes, especialmente dos EUA, Canadá e México, estavam presentes.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-340" title="casal-namora-e-povo-protesta" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/casal-namora-e-povo-protesta.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<p>Sabendo da minha ida ao México, uma muito querida amiga, Mariana Delgado, me convidou para participar de uma mesa dentro de um projeto lindo que estava coordenando, no Centro Cultural da Espanha &#8211; Los Sonideros.</p>
<p><a href="http://elproyectosonidero.wordpress.com/">Los sonideros</a> são os que com suas aparelhagens &#8211; enormes sistemas de som -, vem há mais de 30 anos, realizando bailes e festas na ruas da periferia da Cidade do México.</p>
<p>Tocam basicamente salsa e cumbia &#8211; colombiana &#8211; grande fenômeno local. Muitas vezes comparados aos techno-bregas de Belém do Pará &#8211; são para mim muito distintos. Pois, ao contrário do que se sucede em Belém, a música tem qualidade (sobre isto &#8211; quero poder escrever mais, pois &#8211; acho &#8211; claro que é uma visão pessoal &#8211; que tem se criado uma enorme confusão entre saídas econômicas interessantes e conteúdo criativo).</p>
<p>Tem toda uma mitologia, um senso de participação comunitária e valores,  que os aproximam do universo  de música tradicional do Brasil.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-342" title="rene-roquet-do-fonca1" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/rene-roquet-do-fonca1.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>Rene Roquet</h5>
<p>Participei de uma painel &#8211; e acompanhei um baile no centro &#8211; dentro do Festival do Centro Histórico. Por serem associados a idéia de periferia, há muito tempo, não lhes era permitido se apresentar no centro da cidade.   Garis dançando ao lado de jovens universitários.. Sem dúvida a cultura popular é das experiências mais democráticas que se pode viver hoje&#8230; fica no coração.</p>
<p>Algo que nos difere é a presença anterior, a chegada dos europeus, de uma história e civilizações incrivelmente sofisticadas, que foram os aztecas, mayas e toltecas, entre muitos outros. Tenho a sensação de que há uma cultura adormecida, porém sempre a ponto de despertar  (o que talvez já esteja ocorrendo) e podendo renovar e contribuir para dar direção e sentido a este país tão intenso, e para mim muito especial.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Israel e Palestina &#8211; Outubro, 2008</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 13:18:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Israel; Palestina; Fórum Europeu; European Forum of Wor]]></category>

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		<description><![CDATA[
Israel.
Israel e Palestina. Pela segunda em minha vida estive em Israel. A primeira foi no ano passado. E a segunda agora em setembro. Ambas para encontros ligados a música. E desta vez com uma experiência ainda mais intensa, que foi visitar Ramallah e ficar em Jerusalem Oriental (a parte árabe).
O convite a este encontro foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-332" title="palestina-09-varal" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/palestina-09-varal.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>Israel.</h5>
<p><span style="font-weight: normal;">Israel e Palestina. Pela segunda em minha vida estive em Israel. A primeira foi no ano passado. E a segunda agora em setembro. </span>Ambas para encontros ligados a música. E desta vez com uma experiência ainda mais intensa, que foi visitar Ramallah e ficar em Jerusalem Oriental (a parte árabe).</p>
<p>O convite a este encontro foi feita pela Yabous, uma organização palestina, e membro do <a href="http://www.efwmf.org">European Forum of World Music Festival Wide</a>. De fato, vejo coisas boas e difíceis de ambos os lados. E, creio, que como qualquer um, me sinto triste pela aparente impossibilidade de diálogo. <span id="more-322"></span></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-333" title="israel-09-familia-ortodoxa" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/israel-09-familia-ortodoxa.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>Israel</h5>
<p>É uma delícia para mim andar por Tel Aviv. É uma cidade cosmopolita, bonita e com intensa vida. Muita gente na rua. Prédios brancos, baixos (4 andares em média), arquitetura Bauhaus.</p>
<p>Gente de todo o mundo. Na praia, os salva vidas, instalados em cabines, <span style="font-weight: normal;">através de um sistema de som, </span>dirigem-se a qualquer banhista que saia da área pré determinada. Parece um clube.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-334" title="palestina-ramallah-a-noite" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/palestina-ramallah-a-noite.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>Ramallah de noite</h5>
<p>Ramallah foi uma experiência intensa. Imaginava uma cidade destruída. E não é nada disto. Tem casas bonitas, prédios novos e também muita gente na rua. Me senti por alguma razão no interior de Minas Gerais. Cidades como Barbacena. É um pouco caótico, mistura coisas belas, com outras mais escuras. Mas de qualquer forma é muito mais do que poderia esperar .</p>
<p>A música apresentada em Ramallah, em um pequeno mas belo espaço, esteve um pouco aquém do que se poderia desejar. Um grupo de rap &#8211; bom, mas demasiado americano, um projeto camerístico local  e um grupo de música egípcia. Boas idéias, mas um pouco diluídas. Conheço outros projetos locais mais interessantes como o <a href="http://www.myspace.com/letriojoubran">Trio Joubran</a><strong> </strong>e o Palestinian Ensamble.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-336" title="israel-membros-forum" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/israel-membros-forum.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>Membros do Fórum europeu de festivais de música do mundo</h5>
<p>Do lado israelense, estivemos em um lindo espaço Confederation House em Jerusalem. E ouvimos muito boa música &#8211; um panorama diverso e de surpreendente qualidade, apresentado por músicos das mais  variadas regiões do planeta, que emigraram para esta terra. Música tradicional do Irã, jazz etíope.  E algumas vezes, projetos que misturam várias destas culturas.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-335" title="jerusalem-2" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/jerusalem-2.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>Jerusalem</h5>
<p>Tive de alguma forma a sensação de que esta separação entre israelenses e palestinos é um tanto semelhante ao apartheid econômico que vivemos no Brasil. Ricos de um lado e pobres de outro.  Mesmo não sendo exatamente esta a questão &#8211; há palestinos ricos e israelenses pobres. Mas talvez algo ligado a esta inércia que vai mantendo as coisas como estão. Como se fosse lógico ser assim. E impossível a mudança&#8230;</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-337" title="jerusalem-1" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/jerusalem-1.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>Jerusalem</h5>
<p>Leia também <a href="http://www.efwmf.org/journal/2008/10/9/member-meeting-jerusalem-2008.html">artigo</a> em inglês do Patrick de Groote, membro-diretor do Fórum Europeu.</p>
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		<title>México &#8211; em breve palavras, agosto de 2008</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 11:32:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[México; Diversidade Cultural]]></category>

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		<description><![CDATA[
México é um país em crise. Parece que se distanciaram de sua própria fonte de força. Creio que é em grande parte o erro dos países fora das culturas predominantes. Ao invés de se voltar a suas próprias referências adotam outras, um tanto sem saber o que estão fazendo.

Creio ter sempre existido momentos em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-331" title="mex-09-vista" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/mex-09-vista.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<p>México é um país em crise. Parece que se distanciaram de sua própria fonte de força. Creio que é em grande parte o erro dos países fora das culturas predominantes. Ao invés de se voltar a suas próprias referências adotam outras, um tanto sem saber o que estão fazendo.</p>
<div>
<p>Creio ter sempre existido momentos em que uma civilização impõe o seu modelo as outras.</p></div>
<div>
<p>O problema maior, me parece nest momento, é que a civilização ocidental está construída em uma base muito irreal que é a propaganda. Assim ao se importar estes modelos e valores, acaba se importando o modelo real &#8211; que é de competição, desvalorização das diferença, exploração insana dos recursos e concentração de renda.</p></div>
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