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	<title>Núcleo Contemporâneo</title>
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		<title>Calvi, Córsega &#8211; Festival de Cantos Polifônicos</title>
		<link>http://www.nucleocontemporaneo.com.br/2009/10/05/calvi-corsega-encontro-do-forum-europeu/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 14:29:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Todas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em seguida a Coréia, vou direto a França para um encontro do EFWMF &#8211; Fórum Europeu do Festivas de Músicas do Mundo.
O encontro acontece dentro de um Festival em Calvi, uma bonita cidade na ilha francesa de Córsega.
Centrado em torno da voz e do canto polifônico, é organizado por um grupo vocal local – o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="ngg-singlepic ngg-none" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/calvi-photos/P1070559.jpg" alt="P1070559" width="512" height="288" /></p>
<p>Em seguida a Coréia, vou direto a França para um encontro do <a href="http://www.efwmf.org">EFWMF</a> &#8211; Fórum Europeu do Festivas de Músicas do Mundo.</p>
<p>O encontro acontece dentro de um Festival em Calvi, uma bonita cidade na ilha francesa de Córsega.</p>
<p>Centrado em torno da voz e do canto polifônico, é organizado por um grupo vocal local – o <a href="http://www.myspace.com/afiletta">A Filetta</a> – um dos projetos mais bonitos que ouvi recentemente.</p>
<p><span id="more-759"></span></p>
<p>Baseado nos cantos tradicionais da Córsega – que estavam de certa forma desaparecidos &#8211; , o A Filetta é um dos grupos que trouxe novamente a tona esta música e esta forma de cantar.</p>
<p>No caso deles, estendendo-a um projeto próprio, autoral e mais amplo.</p>
<p>Outros grupos locais, que são as confrarias, procuram recriar e seguir os cantos tradicionais.  São ligados às igrejas. E têm alguns de seus ritos tradicionais totalmente baseados na música.</p>
<p><img class="ngg-singlepic ngg-none" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/calvi-photos/P1070610.jpg" alt="P1070610" width="512" height="290" /></p>
<p>Este festival procura reunir assim vários conjuntos – em geral de 4 a 6 integrantes que praticam o conto polifônico – a várias vozes (em geral 3) em todo o mundo.</p>
<p>Este ano, estiveram presentes grupos da Albânia, Sibéria, Itália, Armênia e da própria ilha.</p>
<p>Há também a participação de cantores, solistas e de seus projetos. O que mais me chamou atenção pela excelência dos músicos e originalidade foi o projeto da cantora <a href="http://www.accords-croises.com/es/artiste-bio.php?artiste_id=25">Houria Aïchi</a>.</p>
<p><strong>Calvi</strong></p>
<p>A região é muito linda. Montanhas, mar… E especialmente as construções mais antigas. Os concertos aconteceram em duas igrejas medievais simples e muito bonitas.</p>
<p><img class="ngg-singlepic ngg-none" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/calvi-photos/P1070627.jpg" alt="P1070627" width="512" height="288" /></p>
<p>Com capacidade para trezentas, quatrocentas pessoas. O que me faz pensar, nestas questões de sustentabilidade, tamanhos. <em>Small is beautiful</em>. E de fato é.</p>
<p>Todos os músicos permaneceram durante todo o Festival, comiam no mesmo espaço (uma casa que é sede do A Filetta), e os encontros aconteceram naturalmente.</p>
<p>Bons sons. Bons dias.</p>
<p><strong>Mais algumas fotos:</strong></p>
<p><strong><img class="ngg-singlepic ngg-none" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/calvi-photos/P1070556.jpg" alt="P1070556" width="512" height="288" /></strong></p>
<p><strong><img class="ngg-singlepic ngg-none" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/calvi-photos/P1070626.jpg" alt="P1070626" width="512" height="288" /></strong></p>
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		<title>Coréia, setembro de 2009</title>
		<link>http://www.nucleocontemporaneo.com.br/2009/10/04/coreia-setembro-de-2009/</link>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 18:10:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[concerto]]></category>
		<category><![CDATA[Coreia]]></category>
		<category><![CDATA[Núcleo de Música do Abaçaí]]></category>
		<category><![CDATA[Seul]]></category>
		<category><![CDATA[Show]]></category>
		<category><![CDATA[tour]]></category>

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		<description><![CDATA[
Primeiro Dia - Seul
Cheguei há algumas horas. Depois de 30 horas viajando. Mas na verdade uma viagem tranquila.
Na chegada Yoo Jung do escritório do PAMS &#8211; Performing Arts Market Seoul, me levou pra tomar o café da manhã local &#8211; que é igual ao almoço ou jantar.
(Toco no dia 13 em Jeju &#8211; uma ilha &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="ngg-singlepic ngg-none aligncenter" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/korea-photos/P1070381.jpg" alt="P1070381" width="507" height="232" /></p>
<p><strong>Primeiro Dia - <span style="font-weight: normal;">Seul</span></strong></p>
<p>Cheguei há algumas horas. Depois de 30 horas viajando. Mas na verdade uma viagem tranquila.</p>
<p>Na chegada Yoo Jung do escritório do PAMS &#8211; Performing Arts Market Seoul, me levou pra tomar o café da manhã local &#8211; que é igual ao almoço ou jantar.</p>
<p>(Toco no dia 13 em Jeju &#8211; uma ilha &#8211; e venho primeiro a Seul, para encontrar músicos tradicionais e me reunir com o escritório de música da Coréia).</p>
<p><span id="more-746"></span></p>
<p>Eles não fazem distinção entre as três refeições &#8211; ou seja &#8211; pra mim, já na confusão dos horários &#8211; virou almoço&#8230;</p>
<p>Consegui ir até uma livraria de livros coreanos em inglês &#8211; assim posso saber um pouco da história e cultura – a partir de orelhas de livros. Mas é o que consigo a estas alturas.</p>
<p>Em seguida, uma visita ao Museu Antropológico &#8211; Folk Museum. Muito rápido, em um espaço cheio de castelos antigos. Todos muito bonitos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="ngg-singlepic ngg-none aligncenter" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/korea-photos/P1070435.jpg" alt="P1070435" width="493" height="277" /></p>
<p>E o desejo de ficar horas… Que esta viagem não permite. Mas vejo no museu uma referência a cidade de um império que começou 37 anos antes de Cristo – Silla – e, para mim, o incrível fato de que parece muito a urbanização das cidades de hoje – centro parques, quadras residenciais. E sinto o quão pouco sei de qualquer coisa. Na saída compro o livro do museu na esperança de aprender um pouco mais&#8230; É curioso ver o homem das cavernas, coreano&#8230;</p>
<p>Encontro com dois músicos que vão participar do Mercado Cultural (do <a href="http://www.myspace.com/sonagiproject">Sonagi Project</a>)&#8230; Em minha vida tem sido um tanto assim: a vida de músico e produtor. Tento manter um equilíbrio entre as duas atividades, embora ambas terminem sendo a mesma coisa, de certa forma. Pois acabo produzindo basicamente a música que me parece boa, e na qual acredito que vale a pena difundir. E o mesmo vale para quando toco&#8230; E quando às vezes os convites surgem, e me parecem bons e criativos, vamos lá.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="ngg-singlepic ngg-none aligncenter" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/korea-photos/P1070391.jpg" alt="P1070391" width="493" height="277" /></p>
<p><strong>Segundo dia</strong></p>
<p>Seul… É uma daquelas capitais… que me lembra várias cidades. A vida noturna é intensa, muita gente na rua, carros também durante a noite.</p>
<p>Vários locais 24h.  Creio que vivem, aqueles mais inquietos, o conflito entre o modelo de sociedade contemporânea, globalizada – basicamente ocidental –, e o desejo de preservar a sua cultura, modo de vida, o tempo e as tradições. Mas é para mim impressionante a intensidade do consumo&#8230; Lojas, magazines imensos, completamente lotados. Um pouco assustador. Música pop por toda parte&#8230; Aqueles grupos adolescentes, raps coreanos. Muito esquisito.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="ngg-singlepic ngg-none aligncenter" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/korea-photos/P1070394.jpg" alt="P1070394" width="493" height="277" /></p>
<p>O bacana, nesta área, foi o encontro com dois grupos tradicionais coreanos. Fui ao estúdio de ensaio de cada um – uma bela sacada –, ter um estúdio próprio de ensaio. E também, significando que eles ensaiam muito. Creio que todos os dias, quando não estão viajando em tour.</p>
<p>Ambos os grupos, tem um líder, um tanto mais experiente e bastante respeitado, mas a relação é muito leve e agradável, entre eles. Os outros músicos são bem jovens. É uma das boas músicas tradicionais &#8211; atuais, que escutei recentemente.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="ngg-singlepic ngg-none aligncenter" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/gallery/korea-photos/P1070482.jpg" alt="P1070482" width="493" height="277" /></p>
<p>Os coreanos têm em geral, uma formalidade. Que pode ser bonita… Teria que viver mais para sacar as particularidades. Alguém mais velho só pelo sobrenome e coisas assim… Eles, então, fazem mesuras. Mesmo os jovens, hippies.</p>
<p>Eles são respeitosos. Ficamos conversando sobre isto no jantar. A comida, como todo o resto de sua cultura é bastante particular. Não tendo muita relação com a japonesa ou chinesa. Claro há o budismo e o catolicismo – ambos com colorações locais.  Mas há também a forte presença dos shamans no imaginário, cultural, religioso e também musical (ver filme <a href="http://www.intangibleasset82.com">intangible heritage 82</a>).</p>
<p>Quanto a apresentação em Jeju, uma ilha ao sul do continente – foi uma experiência estranha. O que cria o desejo de compartilhar que no meio de boas experiências, sempre podem aparecer estas, mais esquisitas. Um Festival um tanto sem nexo, consistência, coerência… Não entendi.</p>
<p>Mas o bom humor do grupo &#8211; o Núcleo de Música do Abaçai – e do João, no baixo, tornaram tudo mais leve. Além da simpatia e gentileza de algumas pessoas que estavam trabalhando na produção&#8230;</p>
<p>Assim fica o desejo de voltar a Coréia – e especialmente a Seul, lugar que deixei  levando várias perguntas, e que me pareceu especialmente atraente.</p>
<p><strong>Alguns links:</strong></p>
<p><a href="http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&amp;VideoID=46760736">Noreummachi</a></p>
<p><a href="http://cafe.daum.net/panse">Chae Soo Jung</a></p>
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		<title>Marrocos &#8211; algumas impressões</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 10:33:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[concertos]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade cultural]]></category>
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		<description><![CDATA[
Poucos lugares no mundo me despertaram tantas fantasias como este país. Acho que misturei o imaginário de livros lidos na infância, com filmes assistidos depois, e a sons ouvidos. Além dos documentários, que sempre vao buscar as imagens &#8220;autênticas&#8221;.
Assim que quando pisei no aeroporto  em Agadir, estava pronto para me maravilhar… E foi esta a sensação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; text-align: center; margin: 0px;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px initial initial;" title="DSC02442" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/DSC02442.jpg" alt="DSC02442" width="507" height="381" /></p>
<p>Poucos lugares no mundo me despertaram tantas fantasias como este país. Acho que misturei o imaginário de livros lidos na infância, com filmes assistidos depois, e a sons ouvidos. Além dos documentários, que sempre vao buscar as imagens &#8220;autênticas&#8221;.</p>
<p>Assim que quando pisei no aeroporto  em Agadir, estava pronto para me maravilhar… E foi esta a sensação que tive entre o aeroporto e a cidade (percurso de uns 40 minutos). Mas a chegada ao hotel mudou esta primeira impressão. Me senti em Miami.<span id="more-414"></span>Turistas europeus, em busca de um sol barato, enchem os espaços turísticos da cidade &#8211; sem se locomoverem. Ficam onde estão &#8211; estáticos&#8230; Se na piscina, aí permanecem por dias. E, o bairro turístico, se assemelha, a qualquer outro, em qualquer lugar do planeta.</p>
<p>Fui a Agadir a convite do Festival de Timitar, dirigido por Brahim El Mazned.  A idéia de Brahim era apresentar um projeto meu, brasileiro. Propus realizar um encontro com músicos locais. E Brahim, topou. E foi o que de mais bacana, poderia ter acontecido.</p>
<p>Primeiro, porque os músicos marroquinos que ele convidou, eram excelentes. E, porque os músicos brasileiros do projeto, Ari Colares, Lula Alencar e o João (Taubkin) compartilhavam desta expectativa e interesse. Além da Luiza Morandini, na produção&#8230; E foi a partir deste encontro, que pude conhecer um pouco do verdadeiro Marrocos (embora a parte turística não deixe de ser algo real)…</p>
<p>O encontro musical aconteceu de forma fácil e orgânica. Eles curtindo… Nós também. Risos daqui, piadas dalí&#8230; E pronto: já éramos uma turma. Preparamos 4 músicas brasileiras e quatro locais.</p>
<p>Midi &#8211;  jovem  e super talentoso músico gnawa, nos convidou a conhecer a sua cidade &#8211; a uma hora de Agadir -, e almoçar em sua casa. Housseini, grande percussionista, preparou em nosso último dia um lindo almoço em sua casa também. Fora o jantar, na casa do Brahim&#8230;</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; min-height: 14px; text-align: center; margin: 0px;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px initial initial;" title="Marrocos estrada" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/DSC02353.jpg" alt="Marrocos estrada" width="512" height="288" /></p>
<p>Experiências de puro afeto e hospitalidade. Na verdade, tínhamos que tomar cuidado em manifestar qualquer desejo, pois como na estória de Aladim, ele seria satisfeito imediatamente, por algum dos nossos companheiros locais. Poucas vezes vi esta expressão de cortesia e hospitalidade em ação como nestes dias.</p>
<p>Aí vale uma digressão &#8211; Agadir é a cidade que concentra o maior número de habitantes da  população berber. Que é a população original do Marrocos.</p>
<p>Existe uma certa divisão entre eles e os árabes, que vieram no sec  VIII DC. E há também uma polêmica &#8211; se todos são berberes e uma parte se pretende árabe. De todas as maneiras, os beberes não compõem o governo central e se sentem excluídos dos centros de poder.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; text-align: center; margin: 0px;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px initial initial;" title="Marrocos - dromedários" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/DSC02352.jpg" alt="Marrocos - dromedários" width="512" height="384" /></p>
<p>O Marrocos é uma monarquia, de fato, em transição. O rei divide o poder com um governo civil. Ele é relativamente jovem e querido pelo seu povo. E se declara árabe e berber, neste caso, por ter uma mãe desta origem. Assim, de alguma forma todos convivem. O Festival, do qual participamos, é gratuito para o público e acontece em três espaços distintos &#8211; duas praças e um teatro &#8211; ao ar livre, aonde tocamos&#8230;</p>
<p>É um público gigantesco que acorre. Na praça principal, 130 mil pessoas acompanharam no domingo a apresentação de um grupo de rap local com acento político.</p>
<p>O teatro ao ar livre tem capacidade para &#8220;apenas&#8221; 3.000 pessoas. Havia umas 2000 ou um pouco mais quando tocamos. É para mim, um público imenso.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; min-height: 14px; text-align: center; margin: 0px;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px initial initial;" title="Marrocos - palco principal" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/DSC03058.jpg" alt="Marrocos - palco principal" width="512" height="288" /></p>
<p>O concerto aconteceu de forma bem especial, com todos nos emocionados com a experiência. E também com alguns problemas de monitor&#8230; Este é sempre um problema dos grandes festivais. Com  três grupos tocando na sequência em cada palco, fica difícil acertar a questão técnica. Mas sobrevivemos, e saímos contentes desta experiência.</p>
<p>Vários aspectos nos chamaram a atenção.</p>
<p>Nas praias poucas mulheres de maiô, a maioria entra na água de roupa. Por outro lado, parece haver uma grande tolerância, entre as diferentes tendências religiosas. Há desde burkas &#8211; cobrindo todo o rosto -, até meninas e mulheres super produzidas.</p>
<p>Mas não se vê beijos entre casais. Muito menos gays assumidos. Em muitos bares, apenas homens. Cds &#8211; esquece..ninguem compra. Mas um monte de fita cassette ainda presente.</p>
<p>Chamam a atenção os palácios. De fato, filme… E momentos onde a cidade parece a periferia de São Paulo. E bairros bonitos. Afinal uma cidade como outras, que conhecemos bem.</p>
<p>Fotos: Lulinha Alencar</p>
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		<title>ISPA- International Society for the Performing Arts</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 10:25:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Encontro]]></category>
		<category><![CDATA[ISPA]]></category>
		<category><![CDATA[Produtores]]></category>

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		<description><![CDATA[
São Paulo recebeu o congresso do ISPA- International Society for the Performing Arts. Encontro que reuniu produtores, agentes e principalmente programadores de diversos centros culturais de várias  partes do mundo. Foi organizado pela Claudia Toni, através da Secretaria de Cultura do Estado &#8211; da qual a Claudia é assessora de música. Foi uma espécie de afirmação de São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-345" title="ispa_peq" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/06/ispapeq.jpg" alt="ispa_peq" width="466" height="403" /></p>
<p>São Paulo recebeu o congresso do ISPA- International Society for the Performing Arts. Encontro que reuniu produtores, agentes e principalmente programadores de diversos centros culturais de várias  partes do mundo. Foi organizado pela Claudia Toni, através da Secretaria de Cultura do Estado &#8211; da qual a Claudia é assessora de música. Foi uma espécie de afirmação de São Paulo &#8211; como capital cultural no mundo.<span id="more-410"></span>Creio que o fato de ter participado de encontros desta natureza,  em outras partes do mundo, permitiu-me avaliar a  generosidade presente nesta iniciativa, tanto em termos de atividades, como no desejo de compartilhar as nossas especificidades culturais.</p>
<p>Houve excelência tanto na organização, como na criação de um tema comum que aproximava a todos, o mergulho na diversidade. Entre as atividades uma mostra da música tradicional brasileira &#8211; com  o Boi do Maracaná de Belém, Congado, Caboclinho… Tudo muito rápido, para mim. Meio cartão postal. Mas provavelmente bastante atraente e eficiente do ponto de vista de impacto. No meu caso teria preferido menos grupos e um mergulho maior em cada um deles&#8230;</p>
<p>Existe ainda gentileza e nobreza neste meio. O interesse dos estrangeiros era genuíno. Abertos a nossa maneira de pensar e fazer, pude constatar um certo fascínio por caminhos que eles desconhecem. Ponto para a organização, que em nenhum momento impôs o conceito de que temos apenas a aprender. Temos sim. Mas temos o que mostrar também em termos não só de criação, como  na busca de caminhos próprios  e formas de viabilizar infinitas produções.</p>
<p>Participei de uma mesa ao lado doze profissionais onde debatemos o papel do agente, a partir da visão de artistas, programadores e dos próprios agentes. Neste campo ainda estamos defasados no país. Creio que desperdiçamos um importante canal de produção e difusão e que é um elo fundamental, nesta cadeia.</p>
<p>Ainda  temos a visão antiga do produtor, empresário (palavra com conotação pesada) e agente (do qual, creio que não temos uma idéia clara). Todos, muitas vezes,  como uma  turma de espertalhões a buscar vantagens na relação com os artistas.  Ou sujeitos ignorantes do real valor da arte, mais como atravessadores.</p>
<p>Bom &#8211; creio honestamente que sem a revisão destes conceitos, bem como a formação de profissionais competentes e criativos nesta área não iremos muito longe em termos de um real desenvolvimento do mercado para a cultura.<br />
Alguns dos produtores , programadores e agentes  que conheci, tanto no Brasil, como o resto do mundo, são para mim o sal da terra.</p>
<p>Apaixonados pelo trabalho que fazem, não medem esforços e recursos para viabilizarem seus projetos &#8211; que são na maior parte das vezes inclusivos e benéficos, diretamente, para uma serie de pessoas e indiretamente para toda a sociedade.<br />
Alguns tem uma visão equilibrada deste meio; suas possibilidades e deficiências. Voltei agora do Porto Musical (escrevo sobre o evento – num próximo post), organizado por Melina Hickson e Paulo André. A importância deste  encontro e a dedicação de ambos para o seu sucesso é típico deste profissional que menciono.</p>
<p>Assim como percebi em varios dos estrangeiros na mesa,  do ISPA, o desejo de ouvir, aprender e acolher experiências diversas.</p>
<p>No meu caso, tenho tido a felicidade de trabalhar com diversos  jovens, entre os quais,  profissionais muito dedicados e competentes no Núcleo Contemporâneo.  Entre os que passaram, ou ainda estão: a Carina Santana, o Felipe Arruda, a Luiza Morandini, a Marcia Duarte, Erika Breno, Lysandra Domingues, o Marcelo Ozório… Sem este tesão, o trabalho não acontece. E sem eles, não há como fazer este projeto. É necessário iniciativa, bom senso, improvisação, coragem, bom humor… Não são qualidades pequenas, nem fáceis.</p>
<p>Não me refiro aqui ao captador de recursos, que nada mais faz que correr atrás de verba e criar franksteins culturais, para não perder a chance daquele editalzinho&#8230;</p>
<p>Penso mais naqueles que correm riscos e se envolvem até o pescoço com este universo&#8230; E com os quais tenho muitas vezes trabalhado e me beneficiado deste contato. A turma da Bangalo, Jardim, Veredas e outros em Minas. A Ligia em Porta Alegre, a Lu Araujo no Rio. O Marcos Souza, a Myriam &#8211; minha irmã que desde sempre vem fazendo um lindo trabalho de preservação  e difusão da música brasileira. A Lucia da 2 LL, o Ruy  e a Via Magia na Bahia, e Rita  Fernandes  no Rio &#8211; ambos do Mercado Cultural da Bahia.  A Coraly e a Joelke, o Martin  Grossman, a Samantha e a Yael, no CCJ. O Pena, que além de  pensar como poucos o meio, realiza um importante trabalho no Auditório Ibirapuera.</p>
<p>Sem estas pessoas, e tantas outras aqui não citadas, mas com o mesmo valor, não há vida cultural inteligente.</p>
<p>Tenho tido contato com muitos jovens em seminários e encontros Brasil afora, que se oferecem como voluntários para trabalhos nesta área. Vejo o brilho nos seus olhos, e a maneira encantada como se referem a este desafio. Que é de fato uma imensa aventura, para quem se envolve.</p>
<p>Sinto ainda uma espécie de desconhecimento por parte de vários artistas, do real valor destes profisionais. Na verdade não estão do outro lado do Balcão&#8230; Não são os inimigos necessários. São, quando dedicados e sinceros, uma parte fundamental de vida criativa do país.</p>
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		<title>Estúdio Zabumba, 22 de março 2009</title>
		<link>http://www.nucleocontemporaneo.com.br/2009/05/25/estudio-zabumba-22-de-marco-2009/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 13:38:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Todas]]></category>
		<category><![CDATA[Estúdio; Zabumba; mixagem; mercado da música]]></category>

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		<description><![CDATA[
No estúdio
Estes dias o Zabumba encerrou suas atividades.
Foi o espaço onde mais gravamos desde o princípio do Núcleo Contemporâneo. O 1º CD da OPC, o Cupuaçu, Moderna Tradição, Nenê, Abaçaí, Proveta e tantas outras trilhas e mixagens&#8230; Vários têm suas estórias. O da OPC &#8211; gravamos ao vivo. E levei pra casa a primeira sessão, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-338" title="zabumba" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/zabumba.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>No estúdio</h5>
<p>Estes dias o Zabumba encerrou suas atividades.</p>
<p>Foi o espaço onde mais gravamos desde o princípio do Núcleo Contemporâneo. O 1º CD da OPC, o Cupuaçu, Moderna Tradição, Nenê, Abaçaí, Proveta e tantas outras trilhas e mixagens&#8230; Vários têm suas estórias. O da OPC &#8211; gravamos ao vivo. <span id="more-324"></span>E levei pra casa a primeira sessão, onde rolou a Suite prá pular da cama e Bayaty. Finalizadas todas as gravações, começamos a mixar em outro estúdio &#8211; super equipado e cedido generosamente a preço de custo por amigos.</p>
<div>
<p>Passados três dias de mixagem &#8211; voltamos a escutar a primeira sessão, aquela que era só a cópia do dia de gravação. Surpresa total &#8211; nunca chegaríamos aquela qualidade. Resultado &#8211; boa parte do CD nem foi mixada. Ficou apenas o registro deste dia.</p></div>
<div>
<p>André Magalhães, quem já trabalhou com ele sabe.. Ele nunca esquenta, está sempre ali do lado. E também nunca cansa. Sempre desistimos antes dele. Isto às 5h da manhã!</p></div>
<div>
<p>(Uma das melhores definições de alguém muito difícil ou chato é dizer que até o André se esquentou com ele&#8230;)</p></div>
<div>
<p>Então fica esta sensação de termos vivido juntos ao lado de centenas de outros excelentes músicos, técnicos, secretárias e cafés, uma parte da história da música desta cidade.</p></div>
<div>
<p>Todos estão por aí. Imagino que o que venha pela frente será ainda melhor e mais bacana.</p></div>
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		<title>Mercado de Artes, México, março de 2009</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 13:25:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[México; Los Sonideros; Diversidade Cultural; Mercado; T]]></category>

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		<description><![CDATA[
Estive no México estes dias para participar do 4 Encontro de Artes escenicas.
É minha quarta vez neste maravilhoso país cheio de contrastes e contradições, como o nosso. E contemplado com uma vida, difícil de controlar. A cidade do México é ainda maior que São Paulo. E sendo uma região sujeita a terremotos, tem um um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img class="alignnone size-full wp-image-341" title="show-don-falo" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/show-don-falo.jpg" alt="" width="500" height="281" /></div>
<div>Estive no México estes dias para participar do 4 Encontro de Artes escenicas.</div>
<p>É minha quarta vez neste maravilhoso país cheio de contrastes e contradições, como o nosso. E contemplado com uma vida, difícil de controlar. A cidade do México é ainda maior que São Paulo. E sendo uma região sujeita a terremotos, tem um um número muito menor de edifícios. É, portanto, ainda mais espalhada. Seu transito é caótico &#8211; permanecendo assim, quase o dia todo. Em seu crescimento absorveu cidades menores &#8211; que hoje são bairros, Mas que preservam, cada um, seu centro histórico. O que a torna uma cidade muito incrível e bonita, em determinadas áreas.</p>
<p>Bom, os Mercados &#8211; forma de festival e de plataforma para artistas, managers e programadores -, estão presentes hoje em quase todo o mundo. O do México, que se chamava Puerta de Las Américas, mudou um tanto seu nome e perfil. Antes recebia artistas de todo a América Latina. Era uma espécie de portal para artistas latino-americanos  E agora apresenta apenas a produção mexicana.<span id="more-323"></span></p>
<p>O México tem uma característica interessante na área de cultura &#8211; e provavelmente em várias outras &#8211; a total dependência de artistas e projetos de cultura do governo. Quase todos s festivais, criadores, selos, dependem de editais e verbas públicas. O que na minha opinião, enfraquece muito a  força e autonomia de um artista, bem como a diversidade criativa do país.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-339" title="mex-09-ciclos-revolucao" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/mex-09-ciclos-revolucao.jpg" alt="" width="360" height="640" /></p>
<p>Na área de música (havia ainda dança e teatro-além de uma área de multidisciplinaridade), se apresentaram 12 artistas. Participei da seleção dos ligados à música, como convidado internacional, em agosto do ano passado.</p>
<p>Alguns projetos muito interessantes, outros nem tanto&#8230; Os que mais me cativaram foram <a href="http://www.myspace.com/cabezasdecera">Cabezas de Cera</a>, um trio extremamente original e competente que constrói parte dos seus instrumentos; <a href="http://www.myspace.com/juanpablovilla">Juan Pablo Villa</a>, um cantor que se apresenta solo, ao lado de um desenhador que da cabine de luz vai  desenhando e criando vídeos cenários; <a href="http://www.myspace.com/losdoradosoficial">Los Dorados</a> &#8211; apesar de terem sofrido pela ma qualidade do som &#8211; e por estranhamente não trazerem consigo um bom técnico &#8211; algo vital para quem pretende fazer boa figura em um evento desta natureza, tem um excelente baterista e saxofonista, além de uma proposta interessante&#8230;</p>
<p>Um bom quarteto de sax, Anacruz, music e também um coral universitário com uma proposta interessante.</p>
<p>Diretores de Center of Performing Arts, festivais e agentes, especialmente dos EUA, Canadá e México, estavam presentes.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-340" title="casal-namora-e-povo-protesta" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/casal-namora-e-povo-protesta.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<p>Sabendo da minha ida ao México, uma muito querida amiga, Mariana Delgado, me convidou para participar de uma mesa dentro de um projeto lindo que estava coordenando, no Centro Cultural da Espanha &#8211; Los Sonideros.</p>
<p><a href="http://elproyectosonidero.wordpress.com/">Los sonideros</a> são os que com suas aparelhagens &#8211; enormes sistemas de som -, vem há mais de 30 anos, realizando bailes e festas na ruas da periferia da Cidade do México.</p>
<p>Tocam basicamente salsa e cumbia &#8211; colombiana &#8211; grande fenômeno local. Muitas vezes comparados aos techno-bregas de Belém do Pará &#8211; são para mim muito distintos. Pois, ao contrário do que se sucede em Belém, a música tem qualidade (sobre isto &#8211; quero poder escrever mais, pois &#8211; acho &#8211; claro que é uma visão pessoal &#8211; que tem se criado uma enorme confusão entre saídas econômicas interessantes e conteúdo criativo).</p>
<p>Tem toda uma mitologia, um senso de participação comunitária e valores,  que os aproximam do universo  de música tradicional do Brasil.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-342" title="rene-roquet-do-fonca1" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/rene-roquet-do-fonca1.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>Rene Roquet</h5>
<p>Participei de uma painel &#8211; e acompanhei um baile no centro &#8211; dentro do Festival do Centro Histórico. Por serem associados a idéia de periferia, há muito tempo, não lhes era permitido se apresentar no centro da cidade.   Garis dançando ao lado de jovens universitários.. Sem dúvida a cultura popular é das experiências mais democráticas que se pode viver hoje&#8230; fica no coração.</p>
<p>Algo que nos difere é a presença anterior, a chegada dos europeus, de uma história e civilizações incrivelmente sofisticadas, que foram os aztecas, mayas e toltecas, entre muitos outros. Tenho a sensação de que há uma cultura adormecida, porém sempre a ponto de despertar  (o que talvez já esteja ocorrendo) e podendo renovar e contribuir para dar direção e sentido a este país tão intenso, e para mim muito especial.</p>
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		<title>Israel e Palestina &#8211; Outubro, 2008</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 13:18:59 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Israel; Palestina; Fórum Europeu; European Forum of Wor]]></category>

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		<description><![CDATA[
Israel.
Israel e Palestina. Pela segunda em minha vida estive em Israel. A primeira foi no ano passado. E a segunda agora em setembro. Ambas para encontros ligados a música. E desta vez com uma experiência ainda mais intensa, que foi visitar Ramallah e ficar em Jerusalem Oriental (a parte árabe).
O convite a este encontro foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-332" title="palestina-09-varal" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/palestina-09-varal.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>Israel.</h5>
<p><span style="font-weight: normal;">Israel e Palestina. Pela segunda em minha vida estive em Israel. A primeira foi no ano passado. E a segunda agora em setembro. </span>Ambas para encontros ligados a música. E desta vez com uma experiência ainda mais intensa, que foi visitar Ramallah e ficar em Jerusalem Oriental (a parte árabe).</p>
<p>O convite a este encontro foi feita pela Yabous, uma organização palestina, e membro do <a href="http://www.efwmf.org">European Forum of World Music Festival Wide</a>. De fato, vejo coisas boas e difíceis de ambos os lados. E, creio, que como qualquer um, me sinto triste pela aparente impossibilidade de diálogo. <span id="more-322"></span></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-333" title="israel-09-familia-ortodoxa" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/israel-09-familia-ortodoxa.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>Israel</h5>
<p>É uma delícia para mim andar por Tel Aviv. É uma cidade cosmopolita, bonita e com intensa vida. Muita gente na rua. Prédios brancos, baixos (4 andares em média), arquitetura Bauhaus.</p>
<p>Gente de todo o mundo. Na praia, os salva vidas, instalados em cabines, <span style="font-weight: normal;">através de um sistema de som, </span>dirigem-se a qualquer banhista que saia da área pré determinada. Parece um clube.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-334" title="palestina-ramallah-a-noite" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/palestina-ramallah-a-noite.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>Ramallah de noite</h5>
<p>Ramallah foi uma experiência intensa. Imaginava uma cidade destruída. E não é nada disto. Tem casas bonitas, prédios novos e também muita gente na rua. Me senti por alguma razão no interior de Minas Gerais. Cidades como Barbacena. É um pouco caótico, mistura coisas belas, com outras mais escuras. Mas de qualquer forma é muito mais do que poderia esperar .</p>
<p>A música apresentada em Ramallah, em um pequeno mas belo espaço, esteve um pouco aquém do que se poderia desejar. Um grupo de rap &#8211; bom, mas demasiado americano, um projeto camerístico local  e um grupo de música egípcia. Boas idéias, mas um pouco diluídas. Conheço outros projetos locais mais interessantes como o <a href="http://www.myspace.com/letriojoubran">Trio Joubran</a><strong> </strong>e o Palestinian Ensamble.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-336" title="israel-membros-forum" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/israel-membros-forum.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>Membros do Fórum europeu de festivais de música do mundo</h5>
<p>Do lado israelense, estivemos em um lindo espaço Confederation House em Jerusalem. E ouvimos muito boa música &#8211; um panorama diverso e de surpreendente qualidade, apresentado por músicos das mais  variadas regiões do planeta, que emigraram para esta terra. Música tradicional do Irã, jazz etíope.  E algumas vezes, projetos que misturam várias destas culturas.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-335" title="jerusalem-2" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/jerusalem-2.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>Jerusalem</h5>
<p>Tive de alguma forma a sensação de que esta separação entre israelenses e palestinos é um tanto semelhante ao apartheid econômico que vivemos no Brasil. Ricos de um lado e pobres de outro.  Mesmo não sendo exatamente esta a questão &#8211; há palestinos ricos e israelenses pobres. Mas talvez algo ligado a esta inércia que vai mantendo as coisas como estão. Como se fosse lógico ser assim. E impossível a mudança&#8230;</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-337" title="jerusalem-1" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/jerusalem-1.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>Jerusalem</h5>
<p>Leia também <a href="http://www.efwmf.org/journal/2008/10/9/member-meeting-jerusalem-2008.html">artigo</a> em inglês do Patrick de Groote, membro-diretor do Fórum Europeu.</p>
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		<item>
		<title>México &#8211; em breve palavras, agosto de 2008</title>
		<link>http://www.nucleocontemporaneo.com.br/2009/05/25/mexico-agosto-de-2008/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 11:32:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[México; Diversidade Cultural]]></category>

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		<description><![CDATA[
México é um país em crise. Parece que se distanciaram de sua própria fonte de força. Creio que é em grande parte o erro dos países fora das culturas predominantes. Ao invés de se voltar a suas próprias referências adotam outras, um tanto sem saber o que estão fazendo.

Creio ter sempre existido momentos em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-331" title="mex-09-vista" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/mex-09-vista.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<p>México é um país em crise. Parece que se distanciaram de sua própria fonte de força. Creio que é em grande parte o erro dos países fora das culturas predominantes. Ao invés de se voltar a suas próprias referências adotam outras, um tanto sem saber o que estão fazendo.</p>
<div>
<p>Creio ter sempre existido momentos em que uma civilização impõe o seu modelo as outras.</p></div>
<div>
<p>O problema maior, me parece nest momento, é que a civilização ocidental está construída em uma base muito irreal que é a propaganda. Assim ao se importar estes modelos e valores, acaba se importando o modelo real &#8211; que é de competição, desvalorização das diferença, exploração insana dos recursos e concentração de renda.</p></div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Espanha &#8211; Julho, 2008</title>
		<link>http://www.nucleocontemporaneo.com.br/2009/05/25/espanha-julho-2008/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 11:30:12 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha; Tour; Madri; CD; Diversidade cultural]]></category>

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		<description><![CDATA[
Excessos
Em Madrid &#8211; para começar a tour

Vou a uma loja de CDs de uma grande rede &#8220;cultural&#8221;&#8230; E me parece igual em todo o mundo.

Na seção que abarca jazz e música erudita, três vendedores estão entretidos em um jogo de computador. Estão tão animados, que não me sinto a vontade para perguntar qualquer coisa. 

Há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-328" title="madri-08-excessos-de-consumo" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/madri-08-excessos-de-consumo.jpg" alt="" width="500" height="236" /></p>
<h5>Excessos</h5>
<p>Em Madrid &#8211; para começar a tour</p>
<div>
<p>Vou a uma loja de CDs de uma grande rede &#8220;cultural&#8221;&#8230; E me parece igual em todo o mundo.</p></div>
<div>
<p>Na seção que abarca jazz e música erudita, três vendedores estão entretidos em um jogo de computador. Estão tão animados, que não me sinto a vontade para perguntar qualquer coisa. <span id="more-320"></span></div>
<div>
<p>Há estações de escuta mas, curiosamente, apenas os CDS mais conhecidos estão disponíveis. Aqueles de artistas locais que não conheço e outros mais alternativos não estão se quer catalogados. E tenho curiosidade em conhecer a produção local. Não necessito ouvir John Coltrane ou Miles Davis.</p>
<p>Trabalhando tão mal assim, é de fato difícil sair desta crise&#8230;</p></div>
<div>
<p>Shopping a céu aberto. Tenho a sensação que uma onda forte de consumismo, invade a Europa já há alguns anos. Todos querem brincar de comprar. E o custo vai aparecendo, pouco a pouco. Rostos da mídia &#8211; os mesmos em quase todos os países. Péssima TV, pouca ênfase na riqueza e diversidade da cultura. Uma infinidade de eventos midiáticos.</p></div>
<div>
<p>Será este o projeto de civilização?</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-329" title="madri-08-musicos-de-rua" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/madri-08-musicos-de-rua.jpg" alt="" width="500" height="281" /></div>
<div>
<h5>Madri, músico de rua.</h5>
<p>A cidade é bonita. E para mim, depois de estar por várias vezes no continente, me sinto mais a vontade. Entendo melhor os tempos e caminhos para me comunicar com as pessoas.  E ao mesmo tempo, continuar sendo brasileiro e sul-americano .De outra forma, seria muito sacrifício. E não serviria para nada.</p></div>
<div>
<p>Muito engraçado chegar a um restaurante e notar o sotaque completamente brasileiro do garçom. Fico me sentindo ridículo em falar espanhol com ele. Acho que ele também&#8230;</p></div>
<div>
<p>Em meu último dia vejo que o filme  de semana em Madrid será Tropa de Elite. Está em todas as revistas e cadernos de fim de semana e cultura. Na verdade Brasil é notícia em várias páginas por distintas razões. Todas positivas: moda, cine, política, música.  Além, claro, de Ronaldinho&#8230;</p></div>
<p>Saio de Madrid em direção a Granada.</p>
<p>&gt; fotos de Benjamim Taubkin</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Mercado Cultural de Bogotá</title>
		<link>http://www.nucleocontemporaneo.com.br/2009/05/19/mercado-cultural-de-bogota/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 12:34:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Colombia]]></category>
		<category><![CDATA[Encontro de profissionais]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Cultural]]></category>

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		<description><![CDATA[
Puerto Candelaria e Músicos tradicionais
Tenho viajado muito nestes anos. Levado basicamente por duas atividades- como músico, tocando e me apresentando em diversas formações e como convidado &#8211; pelo exercício que faço da curadoria do Mercado Cultural da Bahia. E a partir destas duas experiências tenho escutado muita música boa (mas nem sempre).
Boa parte desta música [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-325" title="Puerto candelária + artistas tradicionais" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/puerto_cand.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>Puerto Candelaria e Músicos tradicionais</h5>
<p>Tenho viajado muito nestes anos. Levado basicamente por duas atividades- como músico, tocando e me apresentando em diversas formações e como convidado &#8211; pelo exercício que faço da curadoria do Mercado Cultural da Bahia. E a partir destas duas experiências tenho escutado muita música boa (mas nem sempre).<br />
Boa parte desta música circula pouco por aqui. Assim é do desejo de compartilhar estes sons &#8211; e vivências &#8211; que começo a escrever estes textos como uma espécie de diário de bordo&#8230;</p>
<p>Estive agora na Colômbia, para acompanhar o mercado Cultural de Bogotá. Mercados são uma das formas que profissionais e instituições ligados a cultura &#8211; tem encontrado para promover as artes &#8211; fora do circuito industrial e massivo. Funcionam basicamente como uma plataforma que apresenta a produção, em geral, local (tanto tradicional, como contemporânea). Convidam muitas vezes, profissionais de todo o mundo para acompanharam esta mostra. E eventualmente incluir este conteúdo, em suas próximas produções &#8211; sejam elas festivais, gravadoras, instituições, jornalistas.<span id="more-318"></span></p>
<p>Basicamente apóiam-se em três ações: concertos abertos (com a presença do público local) ou fechados (apenas para profissionais).  Seminários voltados à discussão de temas ligados as necessidades do meio. Mais práticas que estéticas. Ou a apresentação de realidades distintas: outras culturas, outros mercados, ou feiras que num formato muito semelhante a qualquer feira de produto, dispõem de stands para apresentarem o trabalho de artistas, instituições, agências, festivais, ONGs etc&#8230;</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-326" title="Mercado Bogotá 08" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/merc_bogota.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>Encontro de musicos e produtores</h5>
<p>Quando começou o Mercado Cultural da Bahia em 1999 eram poucos os eventos com estas características. Womex, Vic, Cinars, e talvez mais 3 ou 4. Hoje são dezenas &#8211; talvez centenas. Há diversos mercados, na Ásia, África, Europa, Américas, Austrália. Às vezes apresentando um panorama continental, às vezes regional, até mesmo local.</p>
<p>Há sérias questões quanto à efetividade desatas iniciativas. Sem dúvida, quando de qualidade, atualizam a discussão e informam; aproximam distintas pontas da cadeia de produção: artistas, agentes, jornalistas, produtores.</p>
<p>Por outro lado, por serem iniciativas que contam, muitas vezes, com apoio estatal, acabam desenhando programações desinteressantes, para atender e acomodar diferentes interesses e pressões.</p>
<p>Sobre Bogotá, qualquer um de nós que nunca foi a esta cidade e tenha alguma sensibilidade ao outro e a diferença, se surpreenderá. É uma cidade viva e bonita. Muita gente na rua. Bairros antigos &#8211; como a Candelária e modernos. Uma vida noturna intensa. Ônibus de cerâmica tomam vida. Além da implementação do sistema de transporte de Curitiba. Eu particularmente gosto muito.</p>
<p>Assim que pela segunda vou a cidade, convidado a acompanhar o Mercado Cultural de Bogotá. Dedico-me a ver música e participar dos seminários ligados ao tema. Além de encontros com músicos e agentes locais, organizados em forma de rodadas de negócio. Uma questão à parte. A ver e pensar.</p>
<p>Acho a música do continente talvez a mais interessante no mundo hoje. E a Colômbia é sem dúvida um pólo surpreendente desta produção. Da música tradicional &#8211; que lamentavelmente ainda se desconhece em nosso país à produção contemporânea &#8211; instrumental, canção, pop etc&#8230;</p>
<p>Cito abaixo alguns dos grupos que me parecem apresentar propostas muito interessantes:<br />
<a href="http://www.puertocandelaria.com/">Puerto Candelária</a><br />
<a href="http://www.myspace.com/curupiracolombia">Curupira</a><br />
<a href="http://www.ladistritofonica.com">Distrifonica</a> &#8211; um coletivo com vários grupos.- Uma saída inteligente e saudável para  esta produção de música experimental a tradicional.<br />
<a href="http://www.myspace.com/mojarraelectrica">Mojarra Elétrica</a> &#8211; pop inteligente<br />
<a href="http://www.lastfm.com.br/music/Ensamble+Sinsonte">Sinsonte</a></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-327" title="produtores Mercado de Bogotá" src="http://www.nucleocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/produtores_merc_bogota.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<h5>Produtores de vários países: México, Chile, Espanha, Argentina, Nicaragua e eu&#8230;.</h5>
<p>Uma das coisas bacanas de estar em um encontro destes é a convivência com profissionais de outros países. Alguns que tem a mesma função em suas cidades. Que compartilham de interesses e preocupações afins.  Os quais venho encontrando e convivendo ao longo dos anos. Vai se criando uma rede de fato; informal, porém viva e conseqüente.</p>
<p>Em Bogotá estavam presentes profissionais do México, Chile, Argentina, Israel e Venezuela.</p>
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