Mercado Cultural da Bahia em São Paulo

MERCADO CULTURAL DA BAHIA EM SÃO PAULO NO CCSP 2009
Mercado Cultural da Bahia chega em 2009 a sua nona edição. Um projeto que que tem sido parte da cultura da cidade, do país e da América Latina. Um encontro do universo da música, seja ele a partir de concertos, workshops, conferências ou de feira. Em 9 anos, mais de 500 artistas e mais de 3000 profissionais – entre produtores, agentes, programadores -, passaram pelos palcos ou praças de Salvador, celebrando a diversidade cultural do país, do continente e do além mar. Entre músicas e ritmos tradicionais, entre encontros de linguagens e entre sonoridades contemporâneas.
Neste ano, logramos o objetivo de ampliar o espaço do festival, e trazer alguns dos artistas a Sao Paulo. Uma forma que encontramos de contribuir para a circulação de uma música pouco conhecida em nosso país.
Sempre com um tema central, em 2009, o Mercado Cultural da Bahia traz a ideía da “…Passagem…”, ao enveredar-se por outros caminhos. Na Bahia, além de Salvador,a música percorrerá o interior da Bahia, contemplando cidades do Médio Rio de Contas.
Em São Paulo, com iniciativa do Núcleo Contemporâneo e realizado pelo Centro Cultural São Paulo, traremos quatro importantes projetos internacionais, que também estarão na Bahia.
Uma viagem rumo a diferentes paisagens- todas extremamente ricas e diversas. Uma oportunidade única de entrar em contato com a produção musical de outras culturas, as quais em geral , não temos muito acesso.
Bons concertos!
PROGRAMAÇÃO
TERÇA-FEIRA | 01 DEZ | 21H
Chae Soo-Jung | COREIA
A Companhia de performance de música coreana iniciou-se originalmente como um grupo de P’ansori (música tradicional do país que tem como formação um cantor e um percussionista). Mas logo expandiu-se e passou então a incluir outros instrumentos tradicionais como o daegum, haegun, aiaeng e a percussão. Formado por músicos de diferentes tradicões, o principal objetivo do projeto é trazer ao público contemporâneo as raízes da música do país.
A cena atual da música coreana abarca uma grande variedade de experimentação. Chae Soo-Jung – Companhia de performance da Música participa também deste esforço de buscar o que há de novo na música, equilibrando-se no entanto com a intenção de manter-se fiel a essência da música tradicional da Coreia.
Embora a música tradicional coreana tenha a capacidade de expressar as raízes da vida coreana, grande parte dos coreanos a vêem como difícil, tediosa, ou consideram-na como uma música que apenas especialistas podem apreciar. Em resposta a isso, Chae Soo-Jung Companhia de performance da música tradicional coreana procura fazer a música tradicional mais acessível para o grande público expressando diferentes formas melódicas, tonais e rítmicas desta música.
Formação:
Chae Soo Jung Performing Group
CHAE Soo Jung, vocal
MIN Hye Sung, vocal
PARK Heewon, vocal
JANG Ji Yun, Ajaeng (instrumento de corda coreano)
Projeto Sonagi | COREIA
O projeto Sonagi, criado por Jang Jae Hyo, percussionista e vocalista, tem como objetivo trazer uma sonoridade rica e diversa sem se manter preso a gêneros ou formatos. Formado por 5 jovens, entre eles homens e mulheres, o grupo decididiu usar apenas seus tambores para falar de seu mundo. Um mundo absolutamente contemporâneo, pessoal e único. Sem buscar misturar essa sonoridade ao Jazz e Rock ou tentar adaptar a tradição à linguagem contemporânea.
Como modernos meios de comunicação, seus instrumentos foram desenvolvidos para uma livre expressão. E cada técnica é mudada para criar os sons que precisam ser tocados; para contar cada um sua história. Para cantar ou chorar. Pulsar ou pintar. Em palavras, eles trazem uma imagem de algo como “desenhar com suas baquetas de bambu uma caligrafia musical, profunda e instintiva. Caracteres no papel com significados tão extensos como o mundo é. E que significa algo como nós”.
Formação:
SONAGI PROJECT | COREIA
CHANG Jae Hyo, Vocal e Percussão
RYU Seung Pyo, Percussão
YIM Mi Joung, Percussão
GONG Bit Na, Percussão
KIM Jae Chun, Percussão
cafe.daum.net/panse
www.sonagiproject.com
www.myspace.com/sonagiproject
02/12
JUAN PABLO VILLA E ARTURO LÓPEZ “PIO” | MÉXICO
Como parte de sua busca por múltiplos sons e possibilidades com a voz, o compositor mexicano Juan Pablo Villa apresenta “A Gruta de Baba”, um projeto de livre improvisação baseado na prática e pesquisa de manifestações vocais do México e outros países. Além de fazer uso de loopers ou circuitos.
Artutro Leopez “Pio” improvisa imagens sobre a música de Juan Pablo Villa. Essas imagens são ampliadas por meio de um projetor, onde ele cria desnhos através de diferentes materiais, como tinta e areia. Arturo esta técnica de “filme artesanal” intitula seu seu projeto de “Cine a mano”.
Segundo ele, “cada terrível evento é seguido de ansiedade, luz, guerra, respiro, choro e silêncio”.
A voz é o eixo criativo da Gruta de Baba, não osbtante, juan Pablo Villa também faz uso de uma série de objetos sonoros e de looper (ou sequencioador), que são parte essencial do projeto.
O looper é usado como uma fonte de gravação do que está sendo apresentado em tempo real e cria assim sons em cascata, corais e emoluação de micro ou macro-cosmos.
Juan Pablo Villa também traz em sua “Gruta de Baba”, arranjos de duas músicas “cardenche”, canto tradicional do norte do México sem instrumentação, e que está ameaçado de extinsão.
Seu trabalho é sem dúvida uma referência no México em relação as possibilidades sonoras da voz, uma vez que o cantor e compositor vem há dez anos se dedicando a investigação e exploração vocal por meio da livre improvisação, transitando pela canção contemporânea. Tem se apresentado em importantes fóruns e festivais de música no México e internacionalmente.
Artutro Leopez “Pio” improvisa imagens sobre a música de Juan Pablo Villa. Essas imagens são ampliadas por meio de um projetor, onde ele cria desnhos através de diferentes materiais, como tinta e areia. Arturo chama esta técnica de “filme artesanal”, e por isso intitula seu seu projeto de “Cine a mano”
Juan Pablo Villa: voz
Arturo López “Pío”: Artista visual
www.myspace.com/juanpablovilla
ALÓ IRMÂO | GUINÉ BISSAU E GALÍCIA, ESPANHA
Aló Irmão é o encontro criativo entre Narf, um dos mais importantes artistas da Galícia (Noroeste da Espanha) e o impressionante cantor e guitarrista africano, Manecas Costas.
Esses dois compositores se unem então em busca de um ponto equidistante entre duas profundas personalidades para se compreenderem. A poderosa batida Africana de Manecas Costa vai ao encontro da incessante procura de Narf e isso gera diversas sensações e luzes. Uma música do mundo, contemporânea, inovadora, que soa em uma voz emoções que ignoram fronteiras.
Do primeiro encontro onde se cruzaram ao acaso num camarim, surgiu o desejo de se encontrarem mais uma vez e em seguida, um repertório completo composto a quatro mãos, a meio caminho entre Compostela e Lisboa.
Os seus caminhos artísticos, como os seus estilos musicais, são tão diferentes que ao final confluem num ponto. Manecas tinha um caminho já traçado junto ao público galego e Narf também tinha experiência previa con artistas africanos.
Esses dois compositores se unem então em busca de um ponto equidistante entre duas profundas personalidades para se compreenderem. A poderosa batida Africana de Manecas Costa vai ao encontro da incessante procura de Narf e isso gera diversas sensações e luzes. Uma música do mundo, contemporânea, inovadora, que soa em uma voz emoções que ignoram fronteiras. Duas vozes, duas guitarras são tudo o que eles precisam para formar em uníssono a voz de seus corações, na língua galega ou creoula, em português, em Machopi ou ingles.
Manecas Costa
Cantor, compositor e virtuoso guitarrista de Guinea Bissau, Manecas é uma das mais relevantes novas vozes africanas. Sua música está fortemente ligada às ricas tradições de sua terra, porem sempre aliada a seu próprio tempo.
Narf
Despois de mais de vinte anos no mundo da música e de formar parte de diversas bandas de rock, Fran Pérez, artista também relacionado ao mundo do teatro, criou em 2004 o conceito Narf, uma nova identidade para um músico inquieto que investiga o ritmo e a harmonia. Nos ultimos anos, Narf foi estreitando vínculos com Portugal, e por extensão, África.
Formação
Manecas Costa: voz, guitarra, violão, contra-baixo e tambor de água
Narf: Voz, guitarra e violão
www.myspace.com/aloirmao
SERVIÇO
01 e 02 DEZ | 21H
Centro Cultural São Paulo
Sala Adoniran Barbosa (631 lugares)
R. Vergueiro, 1.000 – Liberdade – Centro.
Telefone: 3397-4002
Entrada Franca (Retirar ingressos no dia da apresentação, a partir das 14h)
Classificação Livre
www.centrocultural.sp.gov.br/


