TRIO + 1

Foto: Cecília Lasztiewicz
The trio – piano, bass, and drums – was one of the most traditional popular musical formations of the 20th century. This far-reaching formation presents certain challenges: while its language became more sophisticated and evolved, it also became diluted and banalized.
The challenge, therefore, is to experiment and create a Brazilian sound from this succinct, yet amply used formation. Renowned musicians Benjamim Taubkin (piano), Sérgio Reze (drums) and Zeca Assumpção (stand-up bass) are up to this challenge. To complete the task, they search for elements from the classical tradition, from the diversity of Brazil’s culture, and from what arises from within their own dialog.
Another challenge – and inspiration – is to stay attent to the equilibrium between premeditation – the composed work and arrangement – and improvisation. Not quite in the language of jazz… more along the lines of experiencing the collective composition with the possibility of exploring new roads that depart from the personal experience of each musician.
The result is a sofisticated, Brazilian sound with ample breathing room to balance arrangements with the adventure of improvisation.
After working together for 3 years, the Trio performed at the Salvador Instrumental Festival with trumpeter Joatan Nascimento. The result of this encounter proved so gratifying that the Trio decided to invite him to play for this project. And so TRIO+1 was born.
Trio+1’s repertory consists of choros, Brazilian songs, and original compositions by Benjamin Taubkin and Joatan Nascimento.
In 2007, Trio+1 presented in Brazil and played two concerts in Cuba. In 2008, they will release their first album in the United States on the Adventure Music label, and in Brazil by on Núcleo Contemporãneo.
Musicians
Benjamim Taubkin – piano
A música brasileira vem sendo o campo de atividade deste instrumentista, arranjador, compositor e produtor. Entre os projetos atuais estão a “Orquestra Popular de Câmara”, o conjunto de choro “Moderna Tradição”, o trabalho com o grupo de musica tradicional “Abaçaí”, além do “Coletivo América Contemporânea”, que reúne músicos de sete países da América do Sul.
Entre os projetos especiais está “Gênesis” – criação da trilha sonora para vídeos do novo trabalho de Sebastião Salgado. Dirige o selo Núcleo Contemporâneo, voltado principalmente a música instrumental brasileira.Coordenou projetos em instituições como Itaú Cultural e Secretaria de Estado da Cultura. É curador de música do Mercado Cultural da Bahia. Membro do Fórum Europeu de Músicas do Mundo. Vem participando de seminários e encontros em todo o mundo.
Zeca Assumpção – baixo acústico
Estudou música, arranjo e composição no Berklee College of Music, em Boston. Tocou e/ou gravou com Nelson Ayres, Joyce, Wagner Tiso, Elis Regina, João Bosco, Elizete Cardoso, Chico Buarque, Edu Lobo, Michel Legrand, Caetano Veloso, Gal Costa, Toots Stileman, Benny Carter, Dorival Caymmi, Ryuichi Sakamoto, Jaques Morelembaum, entre outros. Foi fundador do “Grupo Um” com Lelo Nazário e Zé Eduardo Nazário.Trabalhou com Hermeto Pascoal durante quatro anos. Tem composições para TV, curta-metragem, desenho animado, e também para dança contemporânea. Foi eleito em 1982 o melhor contra-baixista de jazz do país, pela “Sociedade Brasileira de Jazz”.
Participou do trabalho de Egberto Gismonti durante aproximadamente 20 anos. Atuou em vários discos e muitas turnês pela Europa, Estados Unidos, América do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Japão.
Sérgio Reze – bateria / percussão
Graduado com menção Honrosa pelo Musicians Institute nos Estado Unidos, o percussionista Sérgio Reze, desde o seu retorno ao Brasil, tem atuado em shows e gravações ao lado de artistas como Mônica Salmaso, Paulinho da Viola, Zélia Duncan, João Bosco, Dominguinhos, Orquestra Popular de Câmara, Arnaldo Antunes, Ney Matogrosso, Ivan Lins , entre outros.
Seu trabalho na bateria marcado por forte identidade estilística, foi indicado ao Prêmio Visa de Instrumentistas em 2001 e tem contribuído para a ampliação dos limites do instrumento por meio da utilização de novos timbres e elementos melódicos. Vem se apresentando em diversos países como Alemanha, França, Estados Unidos, Espanha, Portugal, Inglaterra e Cuba. Atualmente, trabalha com os grupos de Ná Ozzetti, Dante Ozzetti e Ceumar; José Miguel Wisnik; Benjamim Taubkin, Zeca Assumpção e Joatan Nascimento (Trio +1); Ana Luiza (ganhadora dos Prêmios Visa e Cultura de intérpretes); Arthur Nestrovski e André Mehmari, com quem toca e grava desde 1998.
Joatan Nascimento- trompete
Com uma formação musical oriunda de bandas de música e de grupos de música popular, também se destaca como músico sinfônico sendo membro da Orquestra Sinfônica da Bahia desde 1989. É graduado em trompete pela Universidade Federal da Bahia e freqüenta atualmente o curso de doutorado em Execução Musical pela mesma instituição.
Durante treze anos acompanhou estrelas da música popular tais como Carlinhos Brown, Daniela Mercury e Caetano Veloso e construiu uma sólida reputação em gravações de discos no mercado baiano. Em 2001 foi curador do Projeto Rumos Música realizado pelo Instituto ITAU Cultural.
Como celebração de seus vinte anos de carreira gravou em 2002 o CD “EU CHORO ASSIM” lançado pelo selo MAIANGA composto de choros escritos originalmente para o trompete.
Premiado por três vezes com o Troféu CAYMMI, foi indicado em 2003 para o Prêmio TIM de Música na categoria revelação. Atualmente é doutorando no curso de Execução Musical da UFBA.
Press
Within a melodic contour determined by minimalist and experimental lines, the Brazilian Trio formed by Benjamim Taubkin (piano), Zeca Assumpção (bass) and Sergio Reze (drums), was able to submerge the public of the Teatro Amadeo Roldán in the irresistable depths of Jazz, with a show that felt like a smooth bus journey along the most spiritual highway of Brazil’s gigantic South.
With this feeling, they explored the melodies of choros, a genre representative of Brazil’s roots, made known principally through the rigorous compositions of master Heitor Villa-Lobos.
The public experienced all of the sensations in a state near that of nirvana, enchanted by the glowing sound.
Michel Fernàndez (set/2007)
(Cuban Newspaper)
Perlas brasileñas
MICHEL HERNÁNDEZ
Jornal Granma – setembro de 2007, Havana, Cuba
Dentro de una línea melódica signada por los ambientes minimalistas y la experimentación, el trío brasileño formado por Benjamim Taubkin (piano), Zeca Assumpcao (bajo) y Sergio Reze (batería), logró zambullir a los asistentes al Teatro Amadeo Roldán, este último fin de semana, en el irresistible mundo del jazz para realizar un concierto que fue como un viaje en autobús por la ruta más espiritual del gigante del Sur.Cuando aparecieron los músicos sobre el escenario, el teatro quedó en silencio, salvo la respiración entrecortada del público dispuesto a entregarse por completo a estos enviados de la cultura brasileña.
Y como no podía ser de otro modo, dieron de beber las sustancias de su obra a partir de la interpretación de El desierto también es aquí, título que abrió las puertas de la percepción hacia pasajes de profunda amplitud conceptual, transidos de lirismo y de recursos infinitos que dejaron ver por momentos las células de la llamada world music.
En ese sentido exploraron la melodía de los choros, género representativo del repertorio popular brasileño, difundido principalmente por el rigor de las composiciones del maestro Heitor Villa-Lobos.
El sabiá voló fue la excusa perfecta para que Taubkin, cuyo manejo de los climas es más que reseñable, mostrara su vena más melancólica, robándole al piano notas tan íntimas como susurros que atraviesan las sombras de la noche.
En esta atmósfera envolvente continuaron fijando su autoridad jazzística a través de la ejecución de Perlas (no apta para personas con estrechez de corazón) y Miranda, desgranadas mediante formas sumamente creativas, asentadas en un pujante universo estético, credenciales originales del lenguaje musical de este trío.
El público procesaba todas las sensaciones en un estado próximo al nirvana, embriagado por esta cálida sonoridad.
Más aún cuando tomaron el relevo los instrumentistas cubanos Harold López Nussa (piano), Ruy López Nussa (percusión), Jorge Reyes (contrabajo), Yasek Manzano (trompeta) y Javier Zalba (flauta y saxofón), quienes le imprimieron a esta descarga una nueva intensidad.
Se entrecruzaron orgánicamente para invocar a los dioses del panteón de la música cubana como si se enfrascaran en el legendario ritual de ofrecerles un trago de ron para traer buenos augurios. Y proclamaron, además, sus habilidades en la línea improvisatoria sin asomo de fisuras.
Si bien los locales desplegaron una fuerza casi telúrica, se debe subrayar el talante de Zalba, capaz de arrancar fuertes emociones, y Manzano, empeñado en prender fuego al mismo aire, objetivo que completaron todos los virtuosos al unirse en el trayecto final de este espectáculo.
